Os Marianos 1670-1788

117 do núcleo, permaneciam nele geralmente de dois a três padres e um irmão religioso204. Mais ou menos a partir de 1730, após a ampliação do convento, Skórzec tornou-se um importante centro de formação. Em 1733 estudavam ali sete seminaristas, em 1735 oito, e em 1743 onze205, sob a assistência espiritual e científica de uma equipe mariana de professores devidamente selecionada. Graças a isso os marianos de Skórzec puderam se envolver nos trabalhos pastorais nas paróquias da região com mais intensidade, especialmente no período do Natal, da Quaresma ou nos dias de importantes festas eclesiásticas e locais e nas festividades com elas relacionadas, quando os professores marianos não tinham aulas com os seminaristas. O convento de Skórzec era um importante núcleo para a população e para o clero local. Igualmente os superiores gerais o escolhiam com frequência como sua sede, o que elevava o prestígio daquele lugar. Nos anos 1737, 1741, 1744 e 1750 realizaram-se em Skórzec os capítulos gerais206. Na segunda metade do século XVIII e no século XIX esse era o mais importante convento da ordem dos marianos. Infelizmente, nos anos 1769 e 1789 dois enormes incêndios consumiram inteiramente a igreja e o convento de madeira, transformando-os em ruínas. Mas, graças à generosa ajuda de benfeitores e ao diligente trabalho dos marianos, após o último incêndio foi erguida uma nova igreja em alvenaria, juntamente com o convento, formando um amplo complexo de edificações adaptado a diversos trabalhos e tarefas no futuro. Foi também previsto um lugar para a administração geral, a casa religiosa, o noviciado e uma escola paroquial. Crise de identidade e do carisma Os franciscanos reformados diante dos marianos A história dos marianos encerra muitas questões ainda não esclarecidas. Uma das mais controvertidas e difíceis de esclarecer é a questão da dependência jurídica dos marianos dos irmãos menores observantes. Quando esteve em Roma em 1691, o Padre Papczyński providenciou a chamada affiliatio, ou seja, a admissão dos marianos à participação nos bens espirituais dos capuchinhos, escolápios, dominicanos e franciscanos reformados. O conteúdo dos documentos de afiliação então expedidos era seme204 Prot. Ord., p. 272. 205 Prot. Conv. Corab., 1743 [sem p.]. 206 Prot. Ord., passim.

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