castidade, na obediência e na santa pobreza, adaptando os meus costumes a esta Regra pelo tipo de compromisso com que nela e por ela são obrigados os seus professos. E quem aceita a profissão deve dizer: Se observares essas coisas, eu te prometo que possuirás a Jesus Cristo como aquele que te recompensará no céu. Todos os presentes devem responder em voz alta: Amém. CAPÍTULO VII A virtude da pobreza da Virgem é mencionada no Evangelho em sétimo lugar; virtude que deveis possuir e segundo ela de tríplice forma a Virgem imitar. Maria Virgem paupérrima sempre viveu em grande pobreza, e em consequência da pobreza, para ser agradável a Deus, a respeito das seguintes coisas pensava, as seguintes coisas dizia e fazia. Porquanto, visto que não havia para Ela lugar na hospedaria, acomodou-se num lugar extremamente pobre; deitou a Jesus “numa manjedoura”, envolveu-O em faixas (cf. Lc 2,7) e alimentou-O no Seu peito, não tendo para Seu Filho qualquer outro alimento. Segundo o modelo e imitação da Virgem, as almas consagradas a Deus devem amar e observar essa pérola evangélica da pobreza, sem a qual desabam quase todos os fundamentos da perfeição. Não é fácil encontrar no convento estas duas coisas juntas, a saber: a riqueza e a piedade. Portanto, as pessoas que professam os votos segundo esta Regra permaneçam como viajantes nas casas da sua Ordem; cujos prédios sejam erguidos sem exagerada elegância e luxo. Porquanto deitam a Jesus na manjedoura quando amam celas e dormitórios simples; envolvem em faixas quando se vestem com trajes ásperos e grossos; alimentam com o leite virginal quando não admitem pensamentos indecentes em seus corações. Anexo 320
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