Constituições e Diretório Dos Padres Marianos

ao imperador, viajando a Belém e ali se apresentando como submissa à autoridade (cf. Lc 2,1.4-5). Segundo o modelo e a imitação da Virgem, as almas consagradas a Deus, para serem agradáveis a Cristo, devem ser obedientes a Deus, cumprindo os Seus dez mandamentos; devem oferecer as rolas, confessando os seus pecados; e da mesma forma os pombos, amando a Deus de todo o coração, e a Ele, após o término do dia, antes de se dirigirem ao descanso, devem apresentar os seus trabalhos, deles prestado conta. Devem ser, portanto, obedientes aos seus superiores em razão de Deus, lembrando-se de que a Virgem, que concebeu por obediência, também permanecendo na obediência diante do homem, isto é, do imperador Augusto, gerou a Deus. Porquanto sem a obediência a alma não pode conceber nada de bom nem gerar ou produzir alguma boa obra. E para possuir com mais perfeição a virtude da obediência, devem ter, escolhido no capítulo, um único superior e a ele categoricamente ser obedientes. E visto que esse tipo de superior substitui a Virgem, convém que seja um “vaso escolhido” de virtude e de toda perfeição. E no que diz respeito aos outros superiores locais e à eleição separada daqueles que exercem cargos nas comunidades, devem observar as suas próprias Constituições. Todos devem lembrar-se igualmente de que, quando vieram à Ordem, renunciaram à sua vontade em razão de Deus e de que cometem um sacrilégio as pessoas desse tipo quando reassumem a sua própria vontade e as suas tendências. Nenhum deles fará a profissão antes de concluir os dezesseis anos nem deve ser aceito antes dos catorze ou após os quarenta anos de vida, a não ser que exista um motivo muito necessário e urgente de tal aceitação. E, quando fazem a profissão religiosa, digam: Em nome da Santíssima Trindade, Pai e Filho, e Espírito Santo, e da digníssima Mãe de Deus, Virgem Maria, eu N.N. prometo e faço o voto a Deus e à Virgem Maria, a todos os santos e a Ti N.N. (menciona-se o título do superior diante do qual se faz a profissão), de durante toda a minha vida observar a “Regra dos dez beneplácitos da Beata Virgem Maria”, vivendo na Regra da imitação das dez virtudes evangélicas 319

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