Para possuir essa virtude de forma mais perfeita, a fim de agradar a Cristo, devem ter tudo em comum, e nada em particular. Devem também dar atenção a duas coisas: em primeiro lugar, que em hipótese alguma sejam aceitas no noviciado pessoas com a mancha da simonia; em segundo lugar, que não sejam adquiridas nem aceitas ou procuradas propriedades e rendas supérfluas, ou seja, desnecessárias, que não sejam pedidos livros ou outras coisas para o vestuário ou para [a execução de] trabalhos supérfluos, mas procurem alimentar-se com o trabalho dos próprios braços, tanto para evitar a ociosidade como também para imitar a Virgem, que trabalhava com Seus próprios braços. Por isso imitem também, tanto nos trabalhos espirituais como físicos, os exemplares costumes das outras ordens. Finalmente, todos devem cuidar antes das coisas comuns do que daquelas que são proporcionadas a cada pessoa em particular. Mas é preciso fornecer a cada um tudo aquilo que é indispensável segundo a pobreza professada, de maneira especial aos doentes, de acordo com as necessidades de cada um. Em tempo oportuno é preciso fazer provisões, especialmente daquelas coisas que absolutamente não podem ser encontradas numa outra época. Mas o superior deve cuidar que, favorecendo a um, não prejudique com isso os outros. CAPÍTULO VIII A virtude da paciência da Virgem é mencionada no Evangelho em oitavo lugar; virtude que deveis possuir e segundo ela de tríplice forma a Virgem imitar. Maria Virgem sempre foi pacientíssima e, para ser agradável a Deus em consequência da Sua paciência, a respeito das seguintes coisas pensava, as seguintes coisas dizia e fazia. Pacientemente suportou a perseguição da parte de Herodes e dos judeus. Por três dias, aflita procurou o Filho e, quando O encontrou, com voz em certo sentido alegre e maternal disse: “Filho, Regra da imitação das dez virtudes evangélicas 321
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