Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
81 tas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há de vir» (São Gregório Magno). 1032 . Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defun- tos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrif ício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12,46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrif ício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de peni- tência a favor dos defuntos: «Socorramo-los e façamos comemoração deles. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício do seu pai ( Jó 1,5) por que duvidar de que as nossas oferendas pelos defuntos lhes levam alguma consolação? [...] Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer por eles as nossas orações» (São João Crisóstomo). REFLEXÃO Desde o alvorecer da sua história a Igreja tem honrado com grande re- verência a memória dos falecidos (cf. Lumen Gentium n. 50), e essa sua solicitude pelos mais pobres dos pobres entrou no nosso patrimônio desde o início da Congregação. Ela faz parte tão essencial do nosso patrimônio que, deixada de lado nas Constituições renovadas de 1910, foi restabelecida por intervenção da Congregação dos Religiosos. “Graças a essa comple- mentação, foi preservado um dos traços especiais da espiritualidade e da missão dos marianos” (T. Górski MIC, Beato Jorge Matulewicz, p. 93). Esse traço foi mais ainda acentuado na versão mais recente das nossas Consti- tuições, adotadas pelo Capítulo Geral em 2017. Graças a pesquisas históricas sabemos que o nosso Pai Santo Estanis- lau introduziu o su ff ragium defunctorum não apenas em razão de uma avaliação daqueles tempos e da real necessidade de oração pelos falecidos. De fato, naqueles tempos toda a Europa, inclusive a Polônia, estava mergulhada em inúmeras guerras e epidemias que resultavam em milhões de pessoas mortas sem a devida preparação para o encontro definitivo com Deus. Vendo as coisas objetivamente, eram necessários a oração e o sacrifício pelos falecidos e agonizantes, bem como a assistência àqueles que se afastavam deste mundo. Com certeza o nosso Pai Fundador via essa necessidade, no entanto ela entrou no nosso patrimônio em consequência
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==