Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

80 pessoas, espantadas, se afastaram, o Frei Estanislau levantou-se milagrosa- mente, convocado da morte à vida. Obteve logo a autorização e a bênção do mencionado superior e, embora enfraquecido pela febre, semelhante a um defunto, subiu no púlpito da igreja local, repleta de gente, e pronunciou um sermão bastante longo sobre o tão necessário sufrágio pelos falecidos. Comoveu a todos, apresentando de forma viva e acessível os insuportáveis castigos do purgatório. Depois voltou ao seu convento no eremitério mariano, distante dez ou mais milhas, e ordenou que os irmãos da sua ordem todos os dias recitas- sem pelos falecidos o of ício e o rosário, e que oferecessem pela libertação deles daqueles insuportáveis castigos todos os méritos, trabalhos, jejuns, mortificações e outros piedosos exercícios espirituais. [...] Confirmou isso novamente em Nova Jerusalém, convocado do eremitério mariano pelo bispo de Pozna ń para despertar a piedade das pessoas em seus lugares sa- grados erguidos em memória da paixão do Senhor. Aqui no seu convento do Cenáculo do Senhor, estando gravemente doente, sentiu fisicamente os tormentos do purgatório. Suportava-os, cheio de piedosa compaixão pelos que sofriam intoleráveis tormentos e exclama- va em voz alta: “Deus misericordiosíssimo, aumentai o meu sofrimento e diminuí o castigo deles!”. DOUTRINA DA IGREJA Do Catecismo da Igreja Católica (n. 1030-1032) 1030 . Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da mor- te uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu. 1031 . A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença e de Trento. A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura fala dum fogo purificador: «Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfémia contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro ( Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas fal-

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