Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae

67 também a dedicação ao próximo, que as pessoas consagradas vivem, não sem sacrif ício, na constante intercessão pelas necessidades dos irmãos, no generoso serviço aos pobres e aos enfermos, na partilha das dificuldades alheias, na solícita participação das preocupações e provas da Igreja. REFLEXÃO O mistério da Imaculada Conceição da Mãe do Senhor encerra o amor de Deus que precede toda ação humana e o Seu desejo de doação a toda criatura e de que o seu amor seja aceito. Encerra a preservação do pecado, a preservação da morte eterna e, no nosso caso, também a libertação do pecado. Se olharmos nesse sentido, ainda que sinteticamente, para a his- tória da nossa Congregação, perceberemos como foi necessário que esse mistério − à semelhança de Maria − se expressasse na espiritualidade de toda a comunidade, não apenas do Fundador e dos seus diversos membros. E ele se expressou na nossa história. Para nós isso é um sinal de que Deus nos ama e nos protege do mal. E, quando o cometemos, levanta-nos da queda, renasce e nos dá graça novamente. Isso diz respeito também a toda a nossa comunidade. Pode ocorrer que determinado instituto religioso tenha esgotado a sua missão e que a sua vida − assim como a vida humana − chegue ao fim. E houve tais comunidades, como por exemplo as ordens de cavalaria. Elas encerraram a sua missão. Em nossa história tivemos tal experiência, a qual nos diz que Deus em Sua providência quer a nossa Congregação e a pre- servou da morte através da obra de renovação realizada pelo Beato Jorge Matulaitis. Graças a esse acontecimento histórico, hoje podemos dizer que a obra da renovação para nós, como comunidade, é o selo da experiên- cia do carisma da Imaculada Conceição da Mãe do Senhor: do precedente e vivificante amor de Deus e da retirada da Sua criatura da miséria, do pecado e dos erros, para lhe proporcionar graça e a renovar. O Espírito Santo continuamente sustenta e anima o Seu carisma depositado em nossa comunidade. Realiza essa obra não obstante a nossa infidelidade e quando perdemos a esperança na Sua ação providencial. São extremamente elo- quentes a esse respeito as palavras de uma carta escrita pelo padre Vicen- te S ę kowski ao Beato Jorge Matulaitis: “Quanto a mim, estou começando a duvidar se me será dado contemplar essa ressurreição da Congregação, que hoje diante do mundo está morta − ou não. Mas, apesar disso, sacrifi- carei e farei tudo que estiver ao meu alcance”. Seis meses mais tarde, vendo que estava piorando o seu estado de saúde e a renovação da comunidade

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