Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
66 cionadas Constituições, bem como permitiu a troca do of ício pelos fale- cidos, com a preservação, no entanto, das Constituições Apostólicas e da jurisdição dos bispos. Revogam-se as disposições em contrário. Expedido em Roma, 28 de novembro de 1910. J. C. Card. Vives, Prefeito Donatus, Arcebispo de Éfeso, Secretário DOUTRINA DA IGREJA Da Exortação Apostólica de João Paulo II Vita Consecrata , n. 24 A pessoa consagrada, nas várias formas de vida suscitadas pelo Espírito ao longo da história, experimenta a verdade de Deus-Amor de modo tanto mais imediato e profundo quanto mais se aproxima da Cruz de Cristo. Na verdade, Aquele que, na sua morte, aparece aos olhos humanos desfigura- do e sem beleza, a ponto de obrigar os espectadores a desviar o rosto (cf. Is 53,2-3), manifesta plenamente a beleza e a força do amor de Deus, pre- cisamente na Cruz. Assim o contempla S. Agostinho: «Admirável é Deus, o Verbo junto de Deus. [...] É admirável no céu, admirável na terra; admi- rável no seio, admirável nos braços dos pais, admirável nos milagres, ad- mirável nos suplícios; admirável quando convida à vida, admirável quando não se preocupa com a morte, admirável ao deixar a vida e admirável ao retomá-la; admirável na Cruz, admirável no sepulcro, admirável no céu. Escutai o cântico com a inteligência, e que a fragilidade da carne não afaste os vossos olhos do esplendor da sua beleza». A vida consagrada reflete este esplendor do amor, porque confessa, com a sua fidelidade ao mistério da Cruz, que crê e vive do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deste modo, ela contribui para manter viva na Igreja a consciência de que a Cruz é a superabundância do amor de Deus que transborda sobre este mundo , ela é o grande sinal da presença salvífica de Cristo. E isto, especialmente nas dificuldades e nas provações. É o que testemunha, continuamente e com uma coragem digna de profunda admi- ração, um grande número de pessoas consagradas que vivem em situações dif íceis, por vezes mesmo de perseguição e martírio. A sua fidelidade ao único Amor revela-se e aperfeiçoa-se na humildade de uma vida escondi- da, na aceitação dos sofrimentos para «completar na própria carne o que falta aos sofrimentos de Cristo» (cf. Col 1,24), no sacrif ício silencioso, no abandono à vontade santa de Deus, na serena fidelidade mesmo face ao declínio das próprias forças e importância. Da fidelidade a Deus, brota
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