Ad Honorem Immaculatae Conceptionis Mariae
56 com o que revelei, visto que não convém ocultar um benef ício divino. Que- ro estimular também a ti a glorificar a onipotência divina pela solicitude por nós. Que pelos séculos Lhe sejam tributadas ações de graças, honra e glória. Amém”. Com essa ação de graças concluiu o relato sobre a cruz de Lvov, alegran- do-se e orgulhando-se por ter sido considerado digno desses sofrimentos, pelos quais imitou o seu Salvador. DOUTRINA DA IGREJA Da Exortação Apostólica Vita Consecrata de João Paulo II (n. 70 - trecho final) É necessário acrescentar que, independentemente das várias fases da vida, cada idade pode conhecer situações críticas devido à intervenção de factores externos —mudança de lugar ou de serviço, dificuldades no traba- lho ou insucesso apostólico, incompreensão ou marginalização, etc. — ou devido a factores mais estritamente pessoais — doença f ísica ou psíquica, aridez espiritual, lutos, problemas de relacionamento interpessoal, fortes tentações, crises de fé ou de identidade, sensação de inutilidade, e outros semelhantes —. Quando a fidelidade se torna mais dif ícil, é preciso ofe- recer à pessoa o apoio de uma maior confiança e de um amor mais inten- so, a nível pessoal e comunitário. Nessas ocasiões sobretudo, é necessária a solidariedade afectuosa do Superior; grande conforto virá ainda da ajuda qualificada de um irmão ou de uma irmã, cuja presença carinhosa e dis- ponível poderá levar a redescobrir o sentido da aliança que Deus tomou a iniciativa de estabelecer e não a entende desdizer. A pessoa provada che- gará, deste modo, a acolher a purificação e o despojamento como actos essenciais de seguimento de Cristo crucificado. A prova mesma será vista como instrumento providencial de formação nas mãos do Pai, como luta não apenas psicológica , conduzida pelo sujeito relativamente a si próprio e às suas fraquezas, mas também religiosa , marcada cada dia pela presença de Deus e pelo poder da Cruz! REFLEXÃO As crises são inseparáveis da vida humana e religiosa. Como pessoas ligadas por laços especiais com Jesus e Maria, não devemos ter medo das crises, mas na fé devemos estar para elas preparados. Para uma pessoa que crê, aquele que nos introduz na crise é o próprio Deus. Porque a crise
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