23 a questão tanto da identidade quanto da espiritualidade mariana, ela tem sido abordada mui raramente. Com certeza se trata de uma tendência das últimas décadas, absolutamente não ditada pela renovação da Congregação dos Padres Marianos realizada pelo beato Jorge Matulewicz e pelos seus companheiros no início do século XX. Os primeiros reformadores tinham uma profunda consciência da história e da herança dos marianos, que se expressa, por exemplo, na Carta circular para as Constituições da Congregação renovada de 1933, na qual Franciszek Bucys MIC, que exercia então o cargo de superior geral dos marianos, escrevia: “A segunda parte deste livro [isto é, das Constituições] [... ] compõe-se de numerosos suplementos, o primeiro dos quais é constituído pela Regra das dez virtudes. Dessa regra a nossa Congregação tem haurido o seu espírito durante um tempo bastante longo; embora não tenha sido escrita pelo nosso Fundador, o Venerável Servo de Deus Estanislau de Jesus Maria Papczyński, ela preservava o espírito dele e dos seus filhos. Embora agora não tenha força legal, ela deve ser um agradabilíssimo alimento da nossa comunidade, para que possa moldar em nós essas dez virtudes amadas pela Santíssima Virgem Maria. Da mesma forma que a ordem de S. Benedito respeita a sua Regra, também nós devemos apreciar e amar a Regra das dez virtudes”7. Além dos mencionados documentos, será indispensável também recorrer a outras fontes da primitiva tradição da Congregação dos Padres Marianos, que encerram valiosas informações para a realização do tema. Além disso, será igualmente oportuno fazer referência à biografia de Estanislau Papczyński, importante na história dos marianos, de autoria de K. Wyszyński, intitulada Vita Venerabilis Servi Dei Patris Stanislai a Iesu Maria qui Congregationem Religiosorum Marianorum [...] instituit, composita per Patrem Casimirum Wyszyński (1754) (em: Positio, p. 660-717; texto polonês em: Stróż duchowego dziedzictwa marianów. Wybór pism o. Kazimierza Wyszyńskiego, trad. e red. Z. Proczek MIC, Warszawa-Stockbridge, 2004, p. 49-142). Esse opúsculo, embora não faça parte do período analisado, possui um significado especial: é a primeira interpretação conscientemente realizada da vida do Fundador dos marianos, da espiritualidade e da natureza do Instituto por ele fundado e das conclusões práticas daí decorrentes para a atividade dos marianos; o todo é abordado numa forma hagiográfica. No presente trabalho será adotado o método apropriado às pesquisas da área da teologia e história da espiritualidade, isto é, a análise das fontes e das dissertações relacionadas com a questão pesquisada, bem como a ordenação dos conteúdos em forma de exposição dos ideais teológicos básicos nelas contidos; em razão do propósito de localizar as pesquisas no contexto histórico e da eventual 7 F. BUCZYS MIC. Pismo okólne do Konstytucji. In: Konstytucje Zgromadzenia Księży Marianów pod wezwaniem Niepokalanego Poczęcia Najświetszej Maryi Panny. Kraków, 1933, p. XIV.
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