A espiritualidade religiosa segundo Es Papczynski

167 Religiosa da Sua Imaculada Conceição”119. Além disso, ao descrever o surgimento do primeiro convento em Puszcza Korabiewska, Papczyński, com uma perceptível nota de orgulho, assinala: “Decidi construir aqui a Casa do Recolhimento com uma capela da Imaculada Conceição e de S. Miguel Arcanjo”, e no final da vida, com manifesta solicitude pela continuidade e identidade do carisma, proíbe mudanças relacionadas principalmente com o hábito e o nome da Congregação120. Conclui-se, portanto, que o beato Estanislau atribuía uma especial atenção também às práticas piedosas e aos sinais exteriores relacionados com o mistério da Imaculada Conceição e que apontavam ao mesmo tempo também para o carisma da Congregação. Edificando também dessa forma a espiritualidade imaculatista, empenhava-se por fazer com que a perfeição evangélica, que encontra o seu modelo em Maria, fosse aprofundada através dos cotidianos exercícios piedosos, de maneira especial pela recitação comum do Pequeno Ofício da Imaculada Conceição para o início do dia, do rosário, de outras orações (p. ex. da Ladainha), através de cânticos a Nossa Senhora, dos jejuns de toda a comunidade antes das principais solenidades marianas, especialmente da Imaculada Conceição, pela exposição de imagens da Imaculada nos conventos marianos, bem como pela jaculatória “Immaculata Virginis Conceptio sit nobis salus et protectio” – frequentemente utilizada antes pelo Fundador e mais tarde obrigatória em todos os conventos marianos, para o encerramento de todas as atividades comuns121. Papczyński acreditava que também a aparência exterior devia lembrar o objetivo principal da comunidade religiosa. Em Norma vitae, fornecendo a descrição dos trajes religiosos e as exigências com isso relacionadas, afirma: “Tudo de cor branca, em honra da resplandecente de branco Conceição da Mãe de Deus”122. O beato Estanislau Papczyński atribuía um papel especial na difusão do culto da Imaculada Conceição de Nossa Senhora à Irmandade da Imaculada Conceição. As suas grandes esperanças relacionadas com a realização do objetivo principal por intermédio dessa entidade são testemunhadas pelo fato de que nos estatutos religiosos, aludindo aos direitos especiais recebidos da Santa Sé em 1681, 119 Cf. NV I 2, 6; Bł. S. PAPCZYŃSKI. Testamentum Primum..., p. 1486. 120 FDR, p. 1468; idem. Testamentum Alterum..., p. 1499. 121 NV, 1-4; cf. também: K. WYSZYŃSKI, op. cit., p. 45; S. SYDRY. Zgromadzenie Księży Marianów..., op. cit., p. 153-190. 122 NV, IV 4. Esse mesmo motivo do hábito, que não apenas deve expressar um sinal de rompimento com o mundo e de consagração da pessoa, o que é uma forma tradicionalmente característica de perceber o significado do traje religioso, mas deve ser igualmente uma forma de propagar o culto da Imaculada Conceição, é visível também no segundo testamento de Papczyński, onde, recordando alguns acontecimentos do período da fundação, escreve: “Vesti o hábito branco em honra da Imaculada Conceição da SVM”. Bł. S. PAPCZYŃSKI. Testamentum Alterum..., p. 1495; cf. também: M. DANILUK SCJ. Encyklopedia instytutów..., op. cit., p. 143.

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