152 qual seria o significado da saudação”, e durante a fuga para o Egito e a volta à Galileia, “para salvar o Filho” (cf. Lc 1: 29; Mt 2: 13-23)66; –– a humildade (“humilitas”), de que Maria deu testemunho durante a anunciação, respondendo ao arcanjo Gabriel: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1: 38)67; –– a fé (“fides”), aliada à humildade e à obediência, que Maria expressou pela “concepção do Filho de Deus” e quando se dirigiu à região montanhosa, entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel, e quando S. Isabel confessou com a fé da Virgem que a saudava: “Bendita és tu que acreditaste que se cumprirá em ti o que te foi dito da parte do Senhor” (cf. Lc 1: 39-45)68; –– a devoção (“devotio”), cujo modelo o autor descobre na postura de Maria quando visitou Isabel e cantou o “Magnificat”, nas suas peregrinações anuais a Jerusalém, quando, “acompanhando o Filho, com muita piedade ouvia as Suas palavras, muitas vezes voltava a Nazaré e, finalmente, quando permanecia em oração com os Apóstolos” (cf. Lc 1: 46-55; 2: 41; At 1: 14)69; –– a obediência (“oboedientia”), cujo exemplo – “tanto diante de Deus como diante dos homens em razão de Deus” – deu a Mãe de Deus sobretudo no fato de que “por obediência concebeu a Deus e, quando se cumpriram os dias da purificação, levou Seu Filho ao templo e ofereceu em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos. Foi obediente ao imperador, indo a Belém e apresentando-se ali como súdita do soberano” (cf. Lc 2: 1-5; 22-24)70; –– a pobreza (“paupertas”), descrita, na opinião do autor da regra, pelo evangelista Lucas, quando Maria “se acomodou num lugar muito pobre, porque não havia para Ela um lugar na hospedaria”, quando “reclinou Jesus numa manjedoura, envolveu-O em miseráveis faixas e alimentou-O com Seu peito, não tendo para Seu Filho qualquer outro alimento” (cf. Lc 2: 7)71; –– a paciência (“patientia”), cujo exemplo deu Maria “suportando as perseguições da parte de Herodes e dos judeus”, bem como quando, “entristecida, por três dias procurou o Filho e, tendo-O encontrado no terceiro dia, com uma voz de certa forma alegre e maternal disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos” (Mt 2: 48)72; –– a piedade ou amor (“pietas sive charitas”), demonstrada por Maria quando “alimentou o Filho com Seu próprio leite e O afastou da perseguição de He66 Ibidem, p. 47. 67 Ibidem, p. 48. 68 Ibidem. 69 Ibidem, p. 49. 70 Ibidem, p. 50-51. 71 Ibidem, p. 52. 72 Ibidem.
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