Os Marianos Nos Anos 1787-1864

95 a partir daquele ano, cada vez mais Mariampol começou a alcançar o posto de um segundo núcleo de formação e instrução teológica. No entanto o número dos noviços ali não passava de quatro, com exceção dos anos 1833/34, quando eles foram sete, e 1858/59, quando foram seis. Ambos os casos podem ser explicados pela falta de um educador em Skórzec. O Pe. Edmundo Radomyski, que anteriormente havia exercido a função de educador em Skórzec, foi eleito no capítulo geral de 1858 procurador-geral da ordem41, de maneira que naquele ano o noviciado não funcionou; no ano seguinte, o mencionado religioso assumiu novamente a função de educador em Skórzec, e assim, a partir de então, o noviciado não funcionou mais em Mariampol. Visto que o convento em Mariampol não era grande, os capítulos gerais pretendiam instalar o noviciado em Igłówka, onde em 1854 foi edificado um convento de dois pavimentos42. No entanto esse projeto – por ser contrário à tradição e estar em desacordo com a lei, que previa a instalação do noviciado num convento maior, com um pessoal religioso exemplar e onde houvesse um ou dois membros do conselho geral – não foi realizado. No capítulo geral de 1856 o superior geral A. Czerniewski, conjuntamente com o conselho, pro novitiatu communi tam natione poloni, quam lituani Conventum Skórcensem designaverunt43. Tratava-se de uma decisão sensata, porquanto a existência de dois noviciados numa ordem que tinha um desenvolvimento tão modesto acarretava dificuldades relacionadas com o encontro de adequados educadores, bem como provocava diferenças na formação. O noviciado em Skórzec era o único que oferecia a possibilidade de moldar o espírito da unidade e da fraternidade entre religiosos provenientes de diversas nações – lituanos, bielorrussos e poloneses ─, entre os quais na segunda metade do século XIX manifestavam-se conflitos mútuos44. No âmbito das suas funções, o educador dos noviços estava diretamente subordinado ao superior geral, e no mais estava subordinado ao superior local, limitando-se à observância das práticas do convento45. Ele era escolhido pelos capítulos gerais e, ao exercer as obrigações de educador do noviciado, muitas vezes era obrigado a cumprir também outras funções. Por isso, no caso de alguns educadores torna-se difícil definir o ano em que eles começaram ou deixaram de cumprir o seu cargo, visto que os relatórios estatísticos restringiam-se a especi41 Ibidem. (Relação dos anos 1856/57/58). 42 Totoraitis, Mariampolski klasztor..., 19. 43 Id., Zakon marianów..., 8. 44 J. Ochmański, Historia Litwy, Warszawa, 19822, 203-205; 213-240; A. Palmieri, Rinascita letteraria e clero in Lituania, Firenze, 1920, 19-20: “O despertar da consciência nacional (lituano no século XIX) assumia por vezes uma direção antipolonesa”; K. Leskowiec, Litwa a Polska, London, 1941, 11. 45 Sydry, Organizacja marianów..., 31.

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