83 eclesiásticas, elaboraram detalhadas relações dos bens móveis e imóveis pertencentes aos conventos. No dia 16 de setembro de 1810 o bispo W. Skarczewski realizou a visitação do convento em Goźlin, durante a qual o secretário elaborou uma relação detalhada dos bens do convento e da igreja124. O mesmo aconteceu no convento de Mirosław125. Dos outros conventos o governo exigia que quatro vezes por ano eles fornecessem relações detalhadas de todos os bens e religiosos, bem como das pessoas que trabalhavam nas propriedades. As autoridades estavam, então, perfeitamente informadas quanto ao valor dos bens eclesiásticos. A postura do governo provocou a forte reação do arcebispo Inácio Raczyński, que numa carta ao rei Frederico Augusto pediu a sua intervenção, para que o governo prussiano tratasse as congregações religiosas de forma mais benevolente, visto que o seu governo as tratava injustamente e com demasiado rigor126. Essa situação provocava entre os religiosos um sentimento de incerteza, uma postura de expectativa, induzindo-os à venda de bibliotecas, dos móveis mais valiosos e até de fazendas. No dia 22 de janeiro de 1810 o ministro do interior expediu um manifesto informando que a notícia sobre a liquidação das ordens religiosas era falsa127. Apesar disso, cedendo à pressão de alguns funcionários no ministério, o rei Augusto – que no fundo era um bom católico – expediu em 1811 uma ordem sobre o fechamento dos conventos que contavam menos de doze pessoas128. Essa ordem foi reconhecida como uma ameaça para os conventos marianos, porquanto naquele período somente dois deles contavam com cerca de doze religiosos: em Skórzec e em Mariampol129. Após a campanha de Napoleão contra a Rússia (1812) e em consequência do caos político que ocorreu depois dela, o mencionado estatuto foi aplicado apenas em alguns casos; por exemplo, a congregação dos padres marianos não perdeu nenhuma casa no Ducado de Varsóvia. No entanto o número dos marianos no Ducado diminuía aos poucos, apresentando-se desta forma (não incluímos aqui os conventos que naquele tempo se encontravam na zona de ocupação russa)130: 124 ADS, Visit.Gen. Goźlin, 1810. 125 ADŁ, Inwentarz..., Mirosław 1811. 126 Kumor, Obertyński, Historia..., 326. 127 W. Bartel – J. Koasim – W. Rostocki, Ustawodawstwo Księstwa Warszawskiego, Akty normatywne władzy najwyższej, III, Warszawa, 1967, 25-26. 128 Ibidem, 92. 129 ADŁ, Listy zakonników 1808-1812. 130 Os dados referentes aos conventos em Mariampol, Mirosław e a residência em Igłówka foram extraídos de: ADŁ, Listy zakonników 1808-1812; Totoraitis, Marianie..., 27-30. O número dos religiosos em Góra K., em Puszcza Korabiewska, Goźlin e Skórzec em 1808/9 foi extraído de: Biblioteka Czartoryskich w Krakowie, msc. IV 5250, f. 169. Por sua vez para 1812 – de ADS, Visitatio... an. 1810, Goźlin. Também ADG, Regesta Missarum 1811-1812, fornece os nomes dos religiosos que residiam em Goźlin.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==