Os Marianos Nos Anos 1787-1864

76 lar96. A situação que reinava na província incorporada à Prússia era comparada pelo capítulo à situação descrita pelo profeta Isaías (33:8-9): “As estradas estão desertas, não há transeuntes nos caminhos. Rompeu-se a aliança, as testemunhas são desprezadas, a pessoa humana não é tida em nenhuma conta. A terra, coberta de luto, fenece”97. Essa citação foi retirada do “Livro da confiança em Deus” e convocava os marianos à confiança. Apesar das dificuldades objetivas, o capítulo não se furtava a conclamar os religiosos ao cumprimento das suas obrigações: “Não negligenciem a observância dos votos fundamentais, da Regra e das Constituições. Não se contentem com o zelo medíocre na piedade, na mortificação, na humildade e na retidão dos costumes. Porquanto é corrupção dos costumes a grande liberdade e independência na prática do mal”98. Escolhido para superior da província, o Pe. F. Balcewicz foi confirmado pelas autoridades prussianas por três anos; como sua sede, ele escolheu o convento de Mirosław, e o texto da aprovação prussiana tinha o seguinte teor: “Frederico Guilherme por Graça Divina Rei da Prússia, etc. [envia] a sua afável saudação (...). Reverendo Fiel – informamos pela presente carta que a Vossa eleição, como Provincial eleito da Ordem dos Padres Marianos por três anos, isto é, de 15 de outubro de 1799 até o ano 1802, é por nós aprovada. E Vós para essa dignidade, pela presente carta, nessa confiança sois confirmado. Que Vós cumprireis estritamente as vossas obrigações, que Vós aos Vossos Coirmãos Religiosos dareis o louvável exemplo e, finalmente, que Vós ao atual Governo e País permanecereis permanentemente fiéis e submissos. Bondosamente Vos somos favoráveis em Białystok. No dia 13 de maio de 1800, Sua Majestade Real da Prússia Neo-Oriental, Câmara de Guerra e Economia”99. 96 Ibidem. O capítulo não somente aprovou a instituição de um caixa comum para as necessidades do superior da província e da própria província, mas também se preocupou com as necessidades dos religiosos em particular. Cada religioso obteve a possibilidade de celebrar três Missas na semana para si e de receber do superior 40 florins poloneses para as despesas pessoais. Cf. Decretos 1799: “1mo determinavit Venerabile Definitorium, ut pro variis indigentiis A.R.P. Nostri Ministri Provincialis, quolibet anno conferantur ex Conventu Mariampolensi flor. pol. 200, Miroslaviensi 150, ex Conventu Corabieviensi flor. pol. 150, et ex Gorensi 80 flor. pol. 3tio Obviando inquietudini religiosorum nostrorum ob penuriam temporum, quibus omnia necessaria vestimenta carius comparantur, idem Venerabile Definitorium statuit ac determinavit, ut omnes hujus nostrae Provinciae Sacerdotes tres Missas qualibet Septimana ad propriam intentionem persolvant, reliquas vero ad intentionem Superiorum Localium celebrant. Iam vero AA.RR. PP. Provinciae, tum MM.RR.PP. definitores eiusdem, necnon M. R. P. Secretarius Provinciae 4 Missas ad suam intentionem quavis hebdomada possunt dicere, et ad conventum tres”. 97 Ibidem, f. 103. 98 Cf. nota 94. 99 Ibidem, ff. 104-105: Frederico Guilherme por Graça Divina... (cit. pol.)

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==