68 por sua vez no convento em Goźlin havia quatro religiosos-sacerdotes. Durante o tempo todo (1795-1806) exerceu as funções de superior e de pároco em Goźlin o Pe. Teodoro Nowicki67. Apesar do rigor das normas josefinas, no decorrer dos catorze anos de ocupação austríaca os conventos marianos não sofreram quaisquer prejuízos econômicos nem se depararam com dificuldades na administração das paróquias. Mesmo depois do incêndio em Skórzec em 1789, nos anos 1793-1806 a igreja e o convento foram reconstruídos. Nesse dispendioso empreendimento os marianos contaram com a ajuda do castelão de Liw, Cristóvão Cieszkowski, amigo e benfeitor da congregação, cuja família tinha participação “nos méritos espirituais da ordem”68. Graças à ajuda da família Cieszkowski, bem como de outros benfeitores, tornou-se possível não somente a construção da igreja de alvenaria, mas também de um espaçoso convento, no qual “encontram-se as celas para os religiosos, a residência para o padre geral, as celas para os noviços, o curso de teologia, alojamentos para hóspedes e o cemitério da igreja, cercada por um muro, e acima do portão principal eleva-se o campanário de alvenaria”69. Os trabalhos de construção eram supervisionados pelo superior, Pe. José Cieniewski, auxiliado pelo seu irmão de sangue, Francisco Cieniewski, que era irmão religioso na congregação dos marianos; durante todo o tempo da construção ele promoveu coletas em benefício do convento70. Em 1805 foi concluída em Skórzec a construção do conjunto das edificações da casa71. Para se ter uma ideia dos esforços e da grandeza do empreendimento, é preciso ter em conta que todos os trabalhos foram realizados num período em que na Galícia Ocidental reinou uma crise econômica e política. Graças à ajuda financeira da família Cieszkowski, os padres marianos procederam ao ordenamento das questões patrimoniais. A sua propriedade rural era considerável, mas espalhada: envolvia bens em seis aldeias distantes entre si. Por isso o ordenamento consistiu na venda das áreas distantes e na compra de outras, mais próxi67 ASD 146/III, Visit.Gen. Goźlin, 1810. 68 AGM, Prot.Skórc., Akta kapituły generalnej 1791, § 27: “Approbatur et acceptatur submissio facta J.mo Chistophoro Cieszkowski, Castelano Livensi Equiti Aquilae Albae Benefactoris Singularissimi Conventus Skórcensis totiusque Ordinis Eius ad merita religiosa Susceptio per presentes intimatur”, f. 75. 69 Arch.Sk., 66-69, n. 147. 70 ABUV, Doc.Viln., Ii, f. 351; El.Alph., 6: “Cieniewski Joseph decursu praesidentiae Conventus Skórcensis munificentiae Ducis Christophori Cieszkowski, Castellani Livensis, ecclesiam ex muro solido aedificavit”. 71 AZakS, Akta i dokumenty, f. 116; ibidem, Summaryusz dowodów Rakowieckiego. Para melhor compreender o valor que representava um zlóti, lembremos que na segunda metade do século XVIII 1 libra equivalia a 1,5 zlóti (Rostworowski, 78).
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