Os Marianos Nos Anos 1787-1864

47 O relatório financeiro elaborado em 1809 no Ducado de Varsóvia demonstra a renda de cento e seis conventos existentes então dentro das suas fronteiras. Resulta daí que na área da renda Skórzec encontrava-se no 40º lugar, enquanto que cada um dos sessenta e seis conventos restantes possuía uma renda inferior àquela apresentada por Skórzec129. Das despesas feitas pela ordem resulta que os frades marianos possuíam dinheiro. Por exemplo, nos anos 1780-1782 pagaram 16.000 zlótis para saldar uma dívida que ficou após a compra do convento e da igreja em Roma130. Somente o núcleo de Skórzec, após erguer nos anos 1794-1806 a igreja do convento e as edificações da fazenda, conseguiu ainda em 1806 adquirir uma propriedade rural pela importância restante de 36.000 zlótis131. Os marianos tornaram-se os proprietários exclusivos da mencionada aldeia. Uma outra fonte de renda eram as tabernas, para cuja abertura os fundadores muitas vezes davam autorização aos conventos, concedendo-lhes por vezes o ius propinandi (direito da propinação). Assim, em Goźlin funcionava uma taberna com o direito de propinação − ius propinandi est in fundo Conventus, como descreve o documento de doação132. O convento em Skórzec possuía três estalagens, que davam um lucro de cerca de 2.000 zlótis133. Pelo menos três tabernas pertenciam ao convento em Raśna, que tinha além disso o ius propinandi e o privilégio de vender nelas bebidas alcoólicas de produção própria. Igualmente o convento em Puszcza Mariańska, considerado como o berço da ordem, onde se levava uma vida religiosa mais rigorosa, possuía três tabernas134. Os conventos em Mariampol, Mirosław, Igłówka e Ostrzykowce, de acordo com os documentos de fundação, não possuíam tabernas. As estalagens proporcionavam uma renda significativa, ainda que a sua fonte não parecesse ser muito boa; especialmente quando o superior, ao exercer a função de taberneiro, não demonstrava vontade de prestar contas à comunidade religiosa135. As tabernas constituíam motivo de disputas entre o convento e o fundador ou o proprietário nobre da redondeza. O caixa da comunidade e os diversos conventos obtinham significativas rendas 129 Dylągowa, Duchowieństwo Księstwa..., 42-45. Naturalmente, seria preciso analisar o tamanho dos diversos conventos, as despesas e as rendas da comunidade. Observemos, no entanto, que, levando-se em conta as circunstâncias acima, a posição econômica de Skórzec era boa. 130 AGM, Prot.Wet. Carta do procurador-geral C. Spourny ao superior geral R. Nowicki, Roma, 15/10/1777. 131 AZakS. Summaryusz dowodów Rakowieckiego. Esse documento demonstra que no dia 06/03/1806 os marianos adquiriram os bens rurais de Paulo Siennicki, pagando por eles 36.000 zlótis. 132 ADS 146/III, Visit.Gen.Goźlin, 1810. 133 ADS, Religiosos marianos. O superior de Skórzec ao Consistório em Siedlce, 17/3/1854 (Demonstração de receitas). 134 ABUV, Doc.Viln., Puszcza Mariańska. 135 Arch.Sk., 54, n. 140. Queixa contra o superior em Goźlin, 24/8/1835.

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