Os Marianos Nos Anos 1787-1864

39 Graças à família Cieszkowski de Liw, por volta de 1775 os marianos obtiveram a “declaração” relacionada com a fundação em Sieroczyn, situada perto de Skórzec. Já naquele mesmo ano veio ali um dos marianos, o Pe. Valentim Czubernatowicz. Escreveu a respeito dessa fundação o núncio G. Archetti à Congregação dos Bispos e Religiosos98; e o relatório redigido em 1781 pelo superior geral Nowicki e endereçado ao núncio apostólico em Varsóvia informa: Undicesima..., Residentia Serocinensis, Initium fundationis sumpsit ab Illustrissimo Dno Cieczkowski, Castelano terrae Livensis99. Mas, a partir de 1792, faltam menções a ela e não figura na relação dos marianos100. Como demonstram as pesquisas, o mecenato em prol das ordens religiosas no século XVIII era exercido sobretudo por magnatas, bem como pela nobreza abastada. Nos séculos XVII-XVIII, de seiscentos e cinquenta novos conventos, duzentos foram fundados por magnatas, e cerca de duzentos e cinquenta pela nobreza abastada101. Isso diz respeito sobretudo ao território lituano-russo. Na Lituânia, as fundações dos magnatas e da nobreza abastada chegavam a 80% de todos os novos conventos102. O desenvolvimento numérico nessa área estava relacionado com a polonização da nobreza local, com as influências da nobreza da Polônia étnica, e ainda com a colonização polonesa da população russa, ucraniana e parcialmente também lituana103. Chama também a atenção o fato de que a expansão territorial da ordem dos marianos realizava-se do oeste para o leste, a começar pela Mazóvia, por Podlasie, pela Lituânia e Ucrânia, até Irkutsk na Sibéria, onde em 1856 exercia a assistência pastoral um sacerdote mariano104. 98 ASV, Arch.Nunz.Vars., vol. 76, f.2r/3v: Nuncjusz Archetti G. na Congr. VV. E RR. 12/1/1781. 99 ASV, Arch.Nunz.Vars., vol. 76, ff. 129-130. R. Nowicki, superior geral dos frades marianos, ao núncio em Varsóvia G. Archetti. 100 ABUV, Doc.Viln., II, Elenco dei PP. Mariani e dei conventi nel 1792. Da relação não resulta que existisse também a residência em Sieroczyn. Deve-se supor que as partilhas da Polônia e a ocupação dessa zona pelos austríacos impossibilitaram a realização dessa fundação. 101 Kłoczowski, Zakony męskie..., 629. 102 Ibidem, 634. 103 A. Martel, La langue polonaise dans les pays ruthenes Ukraine et Russie Blanche 1569-1667, Lille, 1938. Essa obra um tanto ultrapassada merece, apesar de tudo, a atenção, porquanto nos fornece um amplo material a respeito da cultura e da língua dominante no ambiente eclesiástico e esclarece como se apresentava a polonização da nobreza local. Na opinião de Martel, a nobreza exigia espontaneamente a língua polonesa, procurando introduzi-la nas escolas. Cf. K. Tyszkowski, Polska polityka kościelna, in: Polska a Inflanty, Gdynia, 1939, 89-90; A. Chruszczewski, Zakony w XVII-XVIII wieku. Znak, 137 (1965) 8, 1595. 104 ADŁ, Tajne Towarzystwa, 520, ff. 116-117, Szwernicki. A Comissão Governamental informou em 1856 o bispo da diocese de Augustów que o Pe. K. Szwernicki, deportado à Sibéria, havia obtido permissão para exercer o cargo de pároco em Irkutsk; Jemielity, Diecezja augustowska..., 187; El.Alph., 55; Cz. Gil, Raffaele Kalinowski dall’esilio siberiano alla gloria degli altari, Roma, 1938, 41; Svirnickas Kristupas, Liet.Enc., XXX, 249-250; Z Irkucka. Przegląd Katolicki 10 (1870), 153-154; W. Masiarz, Zarys dziejów kościoła i parafii rzymsko-katolickiej w Irkucku (1812-1937). Zesłaniec 1996/1, 20-30; GAIO, Fond 297 (há ali mais de 200 pastas contendo informações sobre o trabalho pastoral de Szwernicki na Sibéria).

RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==