Os Marianos Nos Anos 1787-1864

32 Os conventos e os seus fundadores Levando em conta o desenvolvimento numérico, territorial e nacional, pode- -se perguntar se os padres marianos promoviam alguma forma de política institucional ou se, em razão do fato de que no palco da República da Polônia eles surgiram bastante tarde, aceitavam toda fundação que lhes era oferecida? Das pesquisas históricas resulta, por exemplo, que os capuchinhos, das setenta e nove fundações que lhes foram oferecidas nos anos 1681-1772, aceitaram apenas vinte e quatro58. Desenvolviam certa política consciente de desenvolvimento os missionários, os jesuítas, os escolápios. Pode-se até afirmar que eles tinham um estilo próprio de ação e de desenvolvimento. Os frades jesuítas, que faziam parte na Polônia das ordens mais prestigiosas, negaram a aceitação de um número significativo de fundações que lhes haviam sido propostas, mas, apesar disso, nos anos 16001772 estabeleceram vinte e quatro importantes fundações - com a ajuda de recursos próprios e em lugares escolhidos pela ordem59. Convém lembrar que nos séculos XVII-XVIII, com as seiscentas e cinquenta fundações realizadas, um número quase equivalente delas foi rejeitada pelas ordens60. Evidentemente, também os padres marianos queriam realizar a sua própria política relacionada com a fundação de novos conventos, mas isso permanecia apenas na esfera das aspirações. Durante a vida do fundador da ordem, Pe. Papczyński, os marianos possuíam somente três conventos (em Puszcza Korabiewska, Góra Kalwaria e Goźlin). Eles receberam também outras três propostas de ereção de conventos marianos. Um dos lugares mencionados era Lewiczyn; quanto aos restantes, não são conhecidos os fundadores nem os lugares61. Do ponto de vista cronológico, o quarto e último núcleo na Polônia “étnica” foi fundado na localidade de Skórzec, na Mazóvia. O seu fundador foi um padre diocesano, cura da paróquia de Suchożebry, o cônego de Kamieniec João Przygoda Przygodzki. Uma crônica encontrada, escrita por Przygodzki, apresenta- -o como uma pessoa piedosa, que fundou várias capelas e que apoiava diversas obras de caridade. O documento da doação foi assinado no dia 14 de agosto de 1710; por ordem do bispo de Poznań Tarło, e após a proclamação desse fato nas igrejas próximas, o documento de ereção canônica foi redigido no dia 5 de 58 Z. Obertyński, Początki polskiej prowincji kapucynów, Warszawa, 1798, 23. É preciso levar em conta que uma parte dessa fundação não foi aceita em razão da inquebrantável resistência dos bispos. 59 Kłoczowski, Zakony..., 622. 60 Ibidem, 623. 61 Positio, Papczyński, 532.

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