Os Marianos Nos Anos 1787-1864

30 Spourny foi nomeado procurador-geral em Roma47. Graças a ele os marianos se estabeleceram na Cidade Eterna, tendo adquirido em 1779 dos cistercienses o convento e a igreja de S. Vito48, onde foi instalada a Procuradoria-Geral da congregação. A reforma da ordem dos marianos envolvia dois objetivos: a reforma das Constituições e a independência dos reformados. No dia 11 de setembro de 1779 o rei Estanislau Augusto dirigiu-se ao Santo Padre com o pedido de que fosse reconhecida a independência dos marianos da ordem dos franciscanos. O primeiro sinal visível dessa intervenção foi a convocação do capítulo geral, que se realizou em 1782, por iniciativa e sob a presidência do superior geral R. Nowicki49. O bispo J. K. Kossakowski encaminhou ao Capítulo uma carta com o seguinte conteúdo: “Envio o padre (...) juntamente com as minhas observações orais e por escrito, que estão de acordo com a opinião de todo o país: de que não são as nações e os Estados que existem para a Igreja, mas é a Igreja que existe para o proveito e ao serviço do país. Daí a conclusão de que, se a congregação não serve ao Estado e à sociedade, é inútil e é para ele um peso (...), e por isso me parece justo que aceiteis esse (...) compromisso espiritual e muito útil de promover o ensino nas escolas paroquiais existentes junto aos conventos; de enviar os religiosos para as missões populares, bem como de organizar retiros nos vossos próprios conventos”50. Além disso, prometia que ofereceria aos marianos as três principais antigas sedes dos jesuítas em sua diocese51. O Capítulo, dando-se conta da importância dos assuntos abordados pelo bispo, ordenou a intensificação das ações e expressou a necessidade de um mais diligente engajamento nas escolas paroquiais e nas missões populares52. O Pe. Nowicki informou a respeito disso o bispo Kossakowski, pedindo: “Eu gostaria de ver a nossa ordem salva e útil ao país. Por isso aceitei a questão das missões populares e das escolas paroquiais como a nossa principal obrigação”53. 47 J. Vaisnora, Mariani Romae, saeculis XVII-XVIII, Marianus 1 (1962), 27; B. Jakimowicz, Stabilizacja i rozwój zakonu w XVIII wieku. Marianie, Roma, 1795, 45. 48 ABUV, Prot.Wet. O presente registro contém o contrato assinado entre os marianos e o arcebispo Carlo Camuccio, que deu aos marianos cinco mil escudos, pelos quais puderam adquirir a igreja e o convento dos cistercienses. Contrato tra i PP. Mariani e l’arcivescovo C. Camuccio, de 29/4/1778. Cf. Jakimowicz, Stabilizacja..., 45. 49 AGM, Prot.Skórc., ff. 25-27. 50 AGM, Sydry, Odpisy, I, Lettera del vescovo J. K. Kossakowski al Superiore generale R. Nowicki, de (s/d)/9/1782. 51 Ibidem. 52 AGM, Prot.Skórc., ff. 25-26. Decreto 1782/5. 53 AGM, Sydry, Odpisy, I, List przełożonego generalnego R. Nowickiego do bpa. J. K. Kossakowskiego, de 29/9/1782.

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