193 no qual ele informa a Santa Sé que os fiéis devotos da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria haviam sido privados do consolo espiritual que anteriormente podiam obter da parte dos marianos em razão da permissão que eles haviam recebido dos frades teatinos219. Em resposta a esse pedido, a Santa Sé, tendo levado em conta as dificuldades que poderiam no futuro encontrar nos contatos com os marianos, “permitiu que fosse fundado no território da Polônia o Sodalício da Imaculada Conceição – com a autorização dos bispos locais ─, que fossem concedidas as indulgências que possuíam os Sodalícios fundados pelos Padres Regulares Teatinos e autorizou provisoriamente os reitores a conceder as bênçãos do rosário e do escapulário”220. Após a obtenção desse privilégio, os marianos reiniciaram a distribuição do escapulário, ainda que para a confirmação disso tenhamos apenas uma menção proveniente do convento em Goźlin de 1857221. Os padres marianos empenhavam-se sobretudo pelas irmandades dedicadas à Santíssima Virgem Maria. Constitui uma exceção o convento de Mariampol, onde em 1758, no dia da solene introdução dos marianos, surgiu igualmente a Irmandade da Santíssima Trindade222. No convento de Goźlin surgiu, como afirma o visitador diocesano em 1819, a “Irmandade da Consolação da Santíssima Virgem Maria e do cinto de S. Mônica, instituída e aprovada em 1785”223. Por sua vez o visitador escrevia em 1834 que “há indícios que apontam para a existência da Irmandade de Nossa Senhora já em 1775”224. Com certeza nenhum dos mencionados visitadores teve a possibilidade de tomar conhecimento do livro da irmandade, instituído justamente em 1775, porquanto na sua primeira página está escrito: “Segundo livro das irmãs e dos irmãos inscritos na irmandade [...]”225, o que apontaria para a existência de um primeiro livro, ou seja, para o surgimento da irmandade antes de 1775. A verdade é que no século XIX os marianos eram zelosos propagadores do escapulário e das irmandades da Imaculada Conceição. Ficamos sabendo disso das numerosas edições, na Polônia e em Portugal, do livreto Informação sobre 219 ASV, S. C. Indulg. et SS. Reliquiarum. Rescripta (s.f.) – 1841. Indulg. pro Marianis. Die 20 februarii 1841 anno. 220 “[...] concessit facultatem erigendi per Poloniae ditionem, de Ordinariorum consenso, ubi fas est obtinere, sodalitates Immaculatae Conceptionis; Eiusdemque communicandi singulas indulgentias quibus gaudent sodalitates a PP. Cler. Reg. Theat. erectae, facta potestate Rectori pro tempore recipiendi et benedicendi coronas et Scapularia etc.” Ibidem, die 25 sept. 1841. 221 AZakG, Liber Confr. (1857). 222 Totoraitis, Marianie..., 9; AGM, Denuncja..., f. 20. 223 ADS, Visit.Gen. Goźlin, 1810. 224 ADS, Visit.Goźlin, 1834. 225 AZakG, Liber Confr.
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