Os Marianos Nos Anos 1787-1864

190 A confraria, na convicção de muitos marianos, era uma irmandade “própria”, o que significaria que ela estava subordinada à jurisdição dos marianos. A respeito da sua existência, atividade e desenvolvimento até a primeira metade do século XIX, nada sabemos. O estímulo do Pe. Papczyński para a fundação de irmandades da Imaculada Conceição permaneceu sem eco. Isso resulta do fato da convocação dos superiores, pelo capítulo geral dos marianos de 1734, para a fundação da irmandade acima junto às igrejas marianas. Naquele período os marianos possuíam apenas quatro conventos. No decreto do capítulo são mencionados nominalmente os conventos de formação mais importantes naquele tempo: em Puszcza Korabiewska e em Skórzec. Se esses dois principais conventos não possuíam a irmandade, muito menos a possuíam os secundários, isto é, em Goźlin e Nova Jerozolima [Nova Jerusalém], hoje Góra Kalwaria. Verifica- -se que o decreto do capítulo não foi plenamente realizado, visto que o capítulo geral de 1739 renovou o apelo para que os marianos, uma ordem da Imaculada Conceição, fundassem junto às suas igrejas irmandades da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria; também nesse caso Skórzec é apontado nominalmente202. Os problemas com a irmandade, em razão da escassa documentação, não podem ser explicados. O conhecido pesquisador da história mariana, Pe. Casimiro Krzyżanowski, sugere que essas dificuldades resultavam de uma errônea interpretação do privilégio de Inocêncio XI de 1681203. Encontrando-se em Roma nos anos 1733-1734, o Padre Casimiro Wyszyński regulamentou os problemas legais da irmandade e obteve do superior geral dos teatinos a autorização para a divulgação do Escapulário da Imaculada Conceição. Já no dia 26 de junho de 1734 a irmandade da Imaculada Conceição foi introduzida no convento em Puszcza Korabiewska204, e na segunda metade do século XVIII, pelo menos em quatro outros conventos. positus promotores Confraternitatis Immaculatae Conceptionis animabus fidelium defunctorum suffragantibus ex concessione Sanctissimi D. N. Innocentii XI. anno 1681. die 20 Martii facta, et Ordinarii admissione, in Vestris Ecclesiis erectae, sive erigendae. Cui munus hoc meriti plenum comittetur, modis omnibus in id incumbet, ut quam plurimos clientes, et cultores Immaculatae Virginis, defunctorumque suffragatores pariat, ferventes, ac devotos”. 202 Prot.Skórc., Cap. 1734/12: “Tandem decisum est, ut Scapulare suae vestis Immaculatae Conceptionis ei distribuatur ab his qui licentiam habent, et promoventur”; Cap. 1739/2: “Decisum est ut deducetur ad effectum punctum Capituli anni 1834ti de promovenda Confraternitate Immaculatae Conceptionis B. V. Mariae Skórcii et quam citissime intoducatur”. 203 Em relação à fundação, à existência e a diversas dúvidas relacionadas com essa irmandade, recomenda-se: ASV, Sec. Brev., Indulg. Perp., vol. 5: Innoc. XI. Datum 20 martii 1681; Navikevicius, Papczyński..., App., 43-48. Vale a pena confrontar com o trabalho: Positio, Papczyński, 404-409, 425. 204 AGM, Prot.Gosl.,ff. 243-244, Introductio Confr. Immaculatae Conc. ad Ecclesiam Corab. die 26. Junii 1734. Provavelmente essa foi a primeira introdução nos conventos marianos, porquanto o convento de Puszcza era naquele tempo o maior, o mais importante e considerado como o berço dos marianos.

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