187 da República da Polônia em 1793186. Kossakowski era bispo da Curlândia, onde os católicos constituíam a minoria, e o conhecimento da fé católica era superficial. Por intermédio das escolas paroquiais e das missões populares ele se empenhava por fortalecer a fé católica, integrar a população ali residente e consolidar a consciência nacional187. Infelizmente, o trabalho missionário dos marianos nessa área defrontava-se com certas dificuldades. Em 1794 o fundador das missões na Curlândia, Kossakowski, foi enforcado, e em 1795, durante a terceira partilha da Polônia, esse território permaneceu na zona de ocupação russa. Por sua vez os mais importantes conventos marianos permaneceram na zona das ocupações prussiana e austríaca. Nenhum documento menciona que nos anos 1795-1815 os marianos tenham pregado missões; deve-se supor que as guerras e o caos político reinante impossibilitavam essa forma especial de trabalho apostólico. Por exemplo, com relação à ordem dos dominicanos um historiador escreve que os obstáculos de natureza política e as contínuas guerras fizeram com que tivessem cessado por completo as missões paroquiais nos anos 1794-1817188. Uma situação semelhante ocorria na ordem dos frades reformados, os quais, apesar de terem missionários preparados, pregavam no máximo sermões festivos, e nos anos 1783-1826 não pregavam missões189. No século XIX, as missões populares no Reino da Polônia realizavam-se esporadicamente, tanto mais que uma resolução do tzar Alexandre I de 4/16 de março de 1824 – que oficialmente subordinava as missões ao governo e que impunha diversas condições – quase que impossibilitava a sua realização190. Somente por ocasião do jubilar Ano Santo proclamado um ano antes o tzar Nicolau I, que tinha interesse no bom relacionamento com a Santa Sé, permitiu em 1827 a sua solene comemoração, os preparativos para ele e as missões paroquiais, que deviam cumprir o papel de “pacificadoras” da população e unir mais estreitamente a Igreja com o Estado como baluarte da religião191. Realmente, o jubi186 Volumina Legum..., vol. X, 338, n. 40. 187 A fim de estimular os marianos a esse trabalho, Kossakowski enviou também uma carta à Santa Sé, esclaredendo: “Idem Episcopus satagendo pro viribus subvenire inopiae Sacerdotum suae dioecesis erigendisque Scholis publicis proponit sibi in votis introducere in Dioecesim, scilicet in Ducatum Curlandiae, Fratres Religiosos Ordinis Marianorum, quod illi sese accepturos perlibenter exhibent”. Arch. Nunz.Vars., vol. 144, ff. 234r-235v; cf. A. Zahorski, Kossakowski Józef Kazimierz (1738-1794), PSB, XXIV, 268-272. 188 X. S. Ch., Misje parafialne, Enc.Kość., XIV, 417. 189 Ibidem, 422. 190 AGAD, Arch. KRSW, Odbywanie misjów w Królestwie. AGAD, Arch. Rady Stanu I, Urządzanie misji 1823/58; J. Skarbek, Kościół katolicki na ziemiach polskich..., 496. 191 Jabłońska-Deptuła, Przystosowanie..., 324.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==