180 o apoio da autoridade diocesana ou de algum duque, “deixa de ser fiel à legislação mariana e deixa de ser obediente à autoridade da ordem, tornando-se também difícil atraí-lo para as práticas religiosas, isto é, para os retiros. E, mesmo que seja possível trazê-lo ao convento e impor-lhe alguma obrigação, no convento logo fica doente, não pode participar das orações comuns e encontra milhares de motivos e escusas apenas para não residir no convento”161. Mais ou menos do mesmo período provém a opinião do bispo de Cracóvia, Luís Łętowski: “Estou vendo isso há quarenta anos [...]. Haveria muitos casos a relatar e observações a fazer, mas de que serviria isso? Farei apenas uma observação [...]. Não permitir que os religiosos permaneçam nas paróquias e não permitir que os esmoleiros perambulem pelas aldeias, visto que naqueles o espírito esmorece, e nestes surge o espaço para o indecoroso mal. Tendo experimentado a vida laica, servindo a troco de qualquer coisa ao cura da paróquia, não se dispõe depois a voltar ao coro. Tal religioso, se não ganha a secularização, nela fica pensando, e isso dá no mesmo”162. Como consequência dessas reflexões surge a pergunta: por que os padres marianos assumiam a função de capelães? Pode-se responder a isso dizendo que eles tinham dívidas de gratidão em relação aos fundadores e benfeitores. Não era fácil renunciar à ajuda deles, especialmente quando se tratava de um benfeitor tão poderoso como a família dos duques Czartoryski ou a rica família nobre Cieszkowski, juntamente com todos os seus membros ligados com os marianos de Skórzec desde o momento da fundação do convento até o seu fechamento163. Podemos, como resposta, apresentar também uma outra motivação – a de natureza econômica164. É preciso levar em conta que os vínculos entre os marianos e as famílias acima mencionadas criaram uma nova forma de protetorado sobre a congregação dos marianos. Não se tratava tanto do apoio econômico, mas – em razão do significativo prestígio e da função exercida – esses protetores (Czartoryski, Łubieński, Krasiński) estendiam sobre a congregação a sua proteção165. Não cabe aqui avaliar as dimensões e o significado do mecenato daquelas famílias servidas pelos sacerdotes marianos (Czartoryski, Matuszewicz, Cieszko161 ADS, VII, A 1, 432, Carta de 12/10/1864. 162 L. Łętowski, Wspomnienia pamiętnikarskie, Wrocław, 19562, 205. 163 Graças à ajuda obtida da família Cieszkowski foi possível, mesmo em tempos de uma crise político-econômica, construir em Skórzec – nos anos 1797-1810 – uma nova igreja, o convento, as casas do convento, bem como adquirir um novo terreno (cf. Introdução n. 4 – Base econômica). A ajuda da família Czartoryski tinha um caráter mais protetor do que econômico. Cf. também: Flaga, Działalność duszpasterska..., 136-137. Jabłońska-Deptuła, Przystosowanie..., 256-263. 164 Um exemplo típico foi Raśna nos anos 1797-1801. Desse convento o Pe. A. Matulewicz foi enviado à capelania a fim de ganhar dinheiro e ajudar o convento. ABUV, ACPRus. 165 AGM, Prot.Skórc., f.63. Decreta capitularia 1788/16; ibidem, f. 75; Decreta..., 1791/27; ABUV, Prot.Rasn., Decreta Capitularia 1775/1; Matuszewicz, Diariusz, II, 537, 545, 623.
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