173 O último requerimento provém de 1836; parece, portanto, que o renascimento da vida religiosa nos anos trinta do século XIX e a postura firme do superior geral Pe. Pórzycki em relação a esse problema refrearam a passagem dos religiosos à diocese121. Capelanias senhoriais As capelanias senhoriais começaram a surgir em grande número no século XVIII, mas no século seguinte o seu número diminuiu. Elas eram a expressão da sincera piedade ou do orgulho genealógico, da posição social, da distinção e do pertencimento a uma determinada estirpe ou a uma camada privilegiada que podia vangloriar-se de possuir um “padre próprio”, uma igreja ou capela própria122 e constituíam um tipo atraente de trabalho pastoral. Ainda que no século XIX as congregações religiosas geralmente recusassem esse tipo de assistência pastoral, tentadas por diversas vantagens, bem como sob a influência de pressões exteriores, muitas vezes concordavam em aceitá-la. Na segunda metade do século XIX os frades franciscanos conseguiram renunciar a todas as capelanias e chamar os padres capelães de volta aos conventos123. Os marianos envolviam-se no trabalho pastoral e muitos deles trabalhavam em capelanias paroquiais, e poucos em capelanias senhoriais; no período em análise somente dez padres124 exerceram esse ministério. Os laços mais longos e mais permanentes existiram entre os marianos e a família dos duques Czartoryski. O primeiro mariano que exerceu a função de capelão no solar de Frederico Miguel Czartoryski, Grão-Chanceler da Lituânia, foi Benedito Hoennig, de origem checa125. Ele exerceu ao mesmo tempo a função de teólogo palaciano de 40 marianos faltam vestígios nos documentos do séc. XIX. É muito provável que pelo menos uma parte deles tenha passado ao trabalho nas paróquias diocesanas. 121 Ele interveio junto à Santa Sé contra o procedimento dos bispos que haviam atribuído a alguns marianos o “beneficium”, oferecendo-lhes trabalho em suas dioceses sem obter a autorização da congregação dos padres marianos. ASV, Congr. VV. et RR. – Posizione-Regolari-Luglio 1842. Recursus ad S. Sedem contra Ordinarium Varsaviensem – Chierici Reg. Mariani. 122 W. Czapliński; J. Długosz, Życie codzienne magnaterii polskiej w XVII wieku, Warszawa, 1967, 165; Łoziński, Życie polskie w dawnych wiekach, Kraków5, 1798, 32. 123 Kantak, Bernardyni polscy, II, Lwów, 1933, 452. 124 Esse número é apenas aproximado. Conseguimos estabelecer os nomes de 11 padres marianos, que trabalhavam nos solares: B. Hoennig, I. Taudt, A. Rortunat, W. Wójtowicz, J. Dziewulski, A. Strejch Gonzaga, L. Szczepkowski, J. Mraas, J. Niezabitowski, S. Pachta e um capelão desconhecido dos Czartoryski em Puławy. Às vezes aparece na documentação o nome do capelão, mas não é fornecido o solar ou a paróquia, e por isso se torna impossível fornecer o número exato dos capelães. 125 ABUV, Prot.Wet., Actus Congregationis, die 26 Juni 1753; El.Alph., 17. Na realidade, Hoennig foi capelão nos anos 1751-1770, portanto no período com que não nos ocupamos, mas ele foi o primeiro capelão no solar dos Czartoryski e contribuiu para o fortalecimento dos laços entre os marianos e essa família.
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