Os Marianos Nos Anos 1787-1864

159 em seu relatório que o sacerdote ensinava a religião entre as 10 e as 11 horas. Em Mariampol e em Mirosław, além do ensino do catecismo, nessas horas – quando se reunia um número adequado de fiéis – os sacerdotes ensinavam igualmente pela manhã41. Em Igłówka e em Goźlin, após as vésperas os padres visitavam os doentes42. Essa prática mostrava ser adequada e eficaz; tratava-se não somente de proporcionar a ajuda espiritual aos doentes, mas também de criar uma ocasião para instruir os fiéis, que justamente se reuniam em número significativo na casa do doente. Desempenhavam um papel importante na atividade pastoral os confessores. Em razão da importância do sacramento da penitência e das consequências que daí podiam resultar, exigia-se que os confessores tivessem uma adequada preparação. Na congregação dos padres marianos eles eram nomeados e destacados para o cumprimento dessa função após prestarem um exame diante do padre capitular. A seguir eram encaminhados à cúria diocesana com o objetivo de obter a aprovação do bispo, visto que dele dependia se eles deviam prestar o exame ou não. Na diocese de Sejny, por exemplo, os marianos prestavam o exame diante de uma comissão antes do encontro com o bispo43. Esses exames deviam ser repetidos todos os anos. Em cada convento havia pelo menos um confessor destacado para confessar tanto os religiosos como os fiéis leigos. No caso dos conventos pequenos, essa função essa exercida pela mesma pessoa. Em 1793, em Berezdów e em Goźlin, havia à disposição dos religiosos e dos fiéis leigos um só confessor. Os confessores tinham a obrigação de aprofundar os seus conhecimentos teológicos, especialmente no âmbito da teologia moral. Com o objetivo de lembrar os fundamentos da teologia moral, nos conventos dos padres marianos era praticada a resolutio casuum conscientiae, da qual eles tinham a obrigação de participar duas vezes por semana. No entanto, em razão das dificuldades resultantes da organização das disputas acima, no final do século XVIII foi decidida a diminuição do número desses encontros, limitando-os a quarenta no decorrer do ano, mas também essa recomendação não era respeitada. A resolutio casuum realizava-se da seguinte forma: a uma pergunta apresentada pelo 41 Totoraitis, Mariampolski..., 12. 42 ADŁ, Visit. Igłówka, 1837; ADS, Visit. Goźlin, 1834. 43 Esse exame tornou-se obrigatório na diocese de Sejny a partir de 1822 (ADŁ, Akta kongregacji i rekolekcji, f. 7; o bispo Maciejewski aos sacerdotes, 17/7/1822). Igualmente os marianos de Igłówka, Mariampol e Mirosław tinham que prestar os exames. Em 1844 o bispo Straszyński não quis concordar que um jovem sacerdote mariano ouvisse confissões. Na opinião do prelado, aquele sacerdote possuía um insuficiente conhecimento teológico, e por isso foi afastado de Mariampol com o objetivo de aprofundá- -lo. ADŁ, Akta święceń 1821-1847, f. 244, Straszyński ao superior do convento em Mariampol.

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