149 Aliás é preciso supor que o renascimento da ordem – que teve início após a queda do Levante de Novembro [de 1830] – contribuiu para que os religiosos “subalternos” começassem a ser tratados como coirmãos, não como súditos do superior. Vale a pena chamar a atenção para o fato de que nos anos quarenta todos os superiores foram reconhecidos como dignos desse cargo, razão pela qual eles exerceram essa função por pelos menos seis anos. Aconteciam situações excepcionais, como a detenção do Pe. K. Szwernicki, superior de Mariampol (1844-1846), ou a morte do Pe. J. Korycki, superior de Mirosław (1823-1828). A respeito da espiritualidade que reinava na congregação dos marianos fala o núncio em Viena, Ludovico Altieri, num relatório feito em 1841: “Convenci- -me igualmente de que essa congregação [dos marianos] existe na Polônia para a grande edificação e o proveito espiritual dos católicos de lá, o que se leva tanto mais em conta nessas lamentáveis circunstâncias, e goza ela da especial benevolência e, mais ainda, da maior tolerância da parte do governo, graças ao que pode proporcionar o bem”171. Visitações das autoridades diocesanas As autoridades diocesanas não estavam ligadas com a administração religiosa, no entanto no século XIX o seu significado e a sua ingerência na vida religiosa eram tão evidentes e prepotentes que, para melhor compreender a “vida da congregação”, a sua luta pela preservação de certa independência, é preciso falar também das visitações dos diversos funcionários diocesanos. Os bispos tinham não só o direito, mas também a obrigação de visitar as igrejas paroquiais; além disso, deviam realizar visitações canônicas nas igrejas religiosas, principalmente naquelas que exerciam a assistência pastoral. Visto que no século XIX os marianos trabalhavam em igrejas onde surgiram paróquias, eles também estavam sujeitos a essa norma. As visitações pastorais dos bispos realizavam-se esporadicamente. Por exemplo, na paróquia de Tuchowicz, perto de Skórzec, na diocese de Podlasie, somente os mais velhos haviam ouvido falar da presença do bispo, mas ninguém se lembrava da data da sua visita172. Igualmente o bispo da diocese de Sejny, João Gołaszewski, escrevia que na parte lituana da diocese havia numerosos fiéis, até mais velhos de idade, que ainda não tinham recebido o sacramento da crisma e que havia também igrejas não consagradas173. No caso da fundação das 171 ASV, Cong. VV. et RR., VII 1841 – Marianie (trad. do latim do autor). 172 ADS, Visitatio, Rubr. 147, VI/1, 236 – Tuchowicz. 173 Jemielity, Diecezja..., 33.
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