147 de superior do convento”162. Quando em 1863 o superior geral Pe. Wilczyński quis nomear como superior do convento de Skórzec o Pe. Wojtowicz (na época capelão em Maciejowice), ele recusou categoricamente e, apesar das pressões do superior geral, recorreu ao bispo de Podlasie, porquanto preferia uma modesta capelania ao cargo de superior e pároco num grande centro mariano como era Skórzec163. Vale a pena assinalar que na congregação dos padres marianos existia o sistema do controle do superior, que no entanto nem sempre funcionava. Em cada convento, além do superior local, havia o substituto do superior e dois conselheiros locais, se o convento não era demasiadamente pequeno. Eles formavam a “comissão revisora”, situada acima do superior, que juntamente com ele constituía a administração do convento. Apesar disso ocorriam casos em que o superior abusava da sua autoridade, sem dar atenção aos conselhos e às orientações da comissão, não demonstrando interesse pelas necessidades dos religiosos. A comissão que em 1835 veio de Siedlce a Goźlin observou que o superior do convento de lá exercia um escandaloso comércio – vendia aguardente em grande quantidade, retendo o dinheiro para si164. Por sua vez o superior de Mariampol, naquele mesmo ano, segundo a opinião dessa mesma comissão, “era a tal ponto egoísta que deveria ser antes chamado comerciante e agiota do que religioso”165. No entanto quase todos os superiores locais no século XIX administravam os bens marianos honestamente, cuidando do desenvolvimento da vida comunitária e espiritual dos conventos, preocupando-se igualmente com os assuntos materiais dos religiosos. Entre eles distinguiam-se aqueles que eram os promotores e coordenadores da construção de igrejas: o Pe. Cieniewski dirigiu em Skórzec (1791-1796) a construção da igreja, do convento e das edificações da herdade166; o Pe. Wołągiewicz organizou a construção do grande convento de Mariampol, enquanto que o Pe. Petter começou em 1818 a reunir material de construção com o propósito de edificar em Mariampol uma igreja de pedra, trabalho que foi concluído em 1824167. O superior da comunidade em Puszcza, M. Szląskowski, registrou nos anos 1833-1834 que com as economias da ordem e com os donativos 162 Sydry, Organizacja..., 79. 163 ADS, VII, A2, 58. Carta do superior geral R. Wilczyński ao bispo diocesano de Podlasie, 8/10/1864. 164 Arch.Sk., 53. A comissão da voivodia de Siedlce à Comissão das Religiões; Admoestações aplicadas pelos capítulos gerais aos superiores gerais; AGM, Prot.Skórc., f. 26, n. 10; f. 73, n. 13; cf. também a carta do superior geral J. Mraas de 1/5/1791, ff. 69-71; Prot.Wet., Carta de C. Spourny OIC ao superior geral, Roma, 15/7/1778; Carta do superior geral T. Białowieski de 29/3/1811, AGM, Prot.Skórc.,ff. 116119. 165 AGM, Denuncjacja. 166 Cf. cap. I, § 3. 167 Totoraitis, Klasztor..., 11.
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