140 Pertencia também a ele solucionar nos conventos as disputas que ocorriam entre os coirmãos; mas, dispondo de um frágil poder executivo, limitava-se geralmente a admoestações, como resulta dos documentos124. Nos anos 1796-1811, em consequência das partilhas da Polônia, não se realizou a visitação dos conventos. No Ducado de Varsóvia a visitação só foi anunciada no dia 29 de março de 1811, isto é, seis meses antes do capítulo geral que devia iniciar-se no dia 29 de setembro daquele ano125. Como de costume, o superior geral T. Białowieski apontava aos religiosos os pontos básicos que deviam ser envolvidos pela visitação; além disso, chamava a atenção para a observância da clausura conventual, para a justiça e a caridade em relação aos seminaristas e aos irmãos leigos, para a honestidade nos assuntos econômicos126. É evidente que as admoestações acima, bastante rigorosas, tinham por objetivo a intenção educativa; tentava-se eliminar os abusos, incutir uma observância mais zelosa da regra religiosa e despertar nos assistidos o desvelo pastoral e o desejo de buscar a perfeição cristã. Por essas razões, cada convento tinha pelo menos cinco meses até o capítulo geral para poder realizar – na medida em que isso fosse possível – as tarefas apontadas na carta do superior geral. Durante as visitações canônicas dos conventos, o superior geral, como a mais importante autoridade da congregação, celebrava as diversas cerimônias e regulava diversos assuntos dos conventos e dos religiosos individualmente com as autoridades estatais ou regionais. Por exemplo, durante a visitação realizada em 1839 em Mirosław, querendo contribuir para a melhoria da situação econômica do convento, o Pe. Pórzycki interveio em seu favor junto às autoridades civis – primeiramente em nível de governadoria e a seguir em Varsóvia – para que o convento pudesse arrendar uma herdade em Oniszki127. O superior geral Pe. Naruszewicz, que visitou o convento em Mirosław em 1846, procurou obter a ajuda econômica tanto da parte dos benfeitores como do Estado, para poder concluir a construção da igreja que havia sido consumida por um incêndio em 1835128. Naquele mesmo período, durante a visitação de outros conventos, providenciou a coleta de uma adequada importância em dinheiro suficiente para construir em Mirosław um novo convento, visto que o antigo estava 124 ABUV, ACPRus., ff. 8-9. Diante dos sérios abusos da parte do superior de Berezdów, o comissário visitador da província russa apresentou-lhe de imediato uma admoestação pessoal e, após familiarizar-se com o relatório a respeito da situação local, o capítulo se esforçou por encontrar alguma solução através de admoestações. Cf. também: AGM, Prot.Skórc., Carta de Tadeu Białowieski de 29/3/1811, ff. 116-119; de 30/7/1814, ff. 127-129. 125 Ibidem, Carta de T. Białowieski de 29/3/1811. 126 Ibidem. 127 ADŁ, Visitatio Ecclesiae Miroslaviensis, A.D. 1838; Arch.Sk., 45, 47, 48. 128 Arch.Sk., 48-49. A construção da igreja em Mirosław foi concluída em 1847; cf. também A. Kc. (Kucas), Miroslavas, Liet.Enc., XIX, 22; A. Kc. (Kucas), Miroslavas, EL, III, 546-547.
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