137 7 1835 30/9-? Skórzec 8 1841 9-? Skórzec 9 1847 9-? Mariampol 10 1853 21/9-? Skórzec 11 1859 25/9-? Skórzec113 113 A falarmos dos capítulos gerais, devemos nos lembrar da política russa diante das congregações religiosas, que visava a colocar a Igreja numa posição de dependência do Estado, da mesma forma como havia feito com a Igreja ortodoxa. A Igreja católica, especialmente após o Levante de Novembro [de 1830], manifestava uma nítida ambiguidade na sua atividade: por um lado procedia leal e oficialmente, o que se comprovava pelas solenes Missas celebradas em todas as igrejas na intenção do tzar não católico e por certo servilismo em relação à autoridade russa, mas também procedia ilegalmente, o que se expressava no apoio ao movimento patriótico, no desenvolvimento do trabalho pastoral, nas tentativas de demonstrar a superioridade da Igreja católica sobre a ortodoxa, na esquivança às leis russas que restringiam a atividade dos religiosos. Por exemplo, os dominicanos na Rússia, apesar da proibição de realizar a eleição do superior geral, escolhiam-no ilegalmente114. É nessa perspectiva que deve ser analisado o significado dos capítulos gerais dos padres marianos. Na segunda metade do século XIX os seus decretos eram controlados pela Comissão Governamental para Assuntos de Religião, e por isso os encontros dos padres capitulares tornaram-se confidenciais. Para evitar atritos com a comissão governamental, as resoluções proclamadas pelos capítulos diziam respeito a poucos assuntos. O superior geral Pe. Wilczyński, ao transmitir à comissão – de acordo com o exigido – o relatório do capítulo que se realizou em 1850, informou-a igualmente a respeito da eleição do superior geral, bem como da eleição para os cargos nos diversos conventos115. Acrescentemos que naquele tempo os capítulos tinham quase que o caráter de “simpósios” nos quais, além da realização do pro113 Os seguintes dados foram definidos com base nos documentos: Capítulo de 1788 – AGM, Prot. Skórc., ff. 61-64; de 1793 – ibidem, ff. 86-89; de 1811 – ibidem, f. 117; de 1817 – ADS, Relacja dziekana – 1818; de 1823 – Prot.Skórc., f. 127; de 1829 – Album mortuorum Skórcensis, na data de 30/11/1853, a respeito do falecido J. Stankiewicz, foi registrado: “foi eleito [...] no capítulo geral em Skórzec em 1829”; de 1855 – AGM, Denúncia: “a respeito do capítulo geral em setembro de 1835, que ocorreu em Skórzec”; de 1841 e de 1847 – Totoraitis, Zakon marianów..., 9; de 1853 – Liber mortuorum Skórcensis, na data de 28/4/1855: “In Capitulo Generali celebratu in Conventu Skórcensis A.D. 1853”; de 1859 – ADS, VII, A 1, 43 (a Comissão Governamental ao bispo de Podlasie). 114 Kłoczowski, Studia nad historią dominikanów w Polsce 1222-1972, I, Warszawa, 1975, 104. 115 ADS, VII, A 1, Carta do Pe. Wilczyński ao bispo da diocese de Podlasie, 4/10/1859.
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