Os Marianos Nos Anos 1787-1864

128 de excomunhão68. Sustentava, além disso, que os impostos pagos pelos conventos em Mariampol e Skórzec eram pesados e injustos. A intercessão por esses conventos levou-o a um conflito com as autoridades estatais. Tendo-se exposto demasiadamente diante das autoridades diocesanas e civis, em 1844 decidiu renunciar ao cargo de superior geral69. No entanto, uma razão mais séria que provocou a hostilidade das autoridades estatais diante de Pórzycki foi a participação de alguns marianos no movimento patriótico que se desenvolveu no Reino da Polônia após a queda do Levante de Novembro. Apesar de o Pe. Pórzycki não estar nele diretamente envolvido, a sua enérgica atividade, a defesa da congregação e de religiosos individuais, o desvelo pelo desenvolvimento numérico e espiritual da congregação, as frequentes visitas aos conventos fizeram com que ele se tornasse uma pessoa não muito leal em relação ao poder russo e, com isso, uma pessoa malvista; em razão disso foi condenado à deportação à Rússia. O bispo de Siedlce foi informado a respeito disso pela Comissão Governamental de forma lacônica: “Em razão da atividade desenvolvida, o Padre Pórzycki foi deportado ao convento de Brusiłow, na Ucrânia”70. Tendo voltado após a anistia em 1856 e proibido de exercer qualquer função dentro da congregação, fixou residência em Skórzec, onde faleceu em 186371. Após a renúncia do Pe. Pórzycki, de 1844 até o capítulo seguinte em 1847, foi convocado para o cargo de superior geral o Pe. Jorge Naruszewicz, que na época era vigário-geral. Tendo sido ordenado sacerdote em 182272, em breve ele se tornou superior do convento em Puszcza; a seguir, como superior em Skórzec, colaborou com o Pe. Pórzycki; em 1836 foi eleito superior em Mirosław73. Em 1847, o capítulo geral elegeu-o superior geral. Dando-se conta das restrições impostas à sua autoridade em relação à autoridade exercida pela Comissão Governamental para Assuntos de Religiões, ele dedicou uma atenção especial ao ordenamento da situação material da congregação e à boa formação da juventude mariana. 68 Ibidem. 69 El.Alph., 44: “Pórzycki Stanislaus, resignatio generalatu an. 1844, in exsilio vixit anos 11”; Arch. Sk., 72; Gach, Marianie w wieku XIX..., 86; Sydry, Papczyński..., 275; Totoraitis, em Zakon marianów..., 9, escreve que após a renúncia o Pe. Pórzycki fixou residência no convento mariano; no entanto isso não é possível, porquanto se sabe que ainda em 1845/46 ele se encontrava em Skórzec. Cf. Arch.Sk., f. 72. Por sua vez no início de 1846 foi deportado à Rússia. 70 ADS, VII, A 1, f. 43. A Comissão Governamental ao bispo da diocese de Podlasie, 13-25/5/1859. 71 Ibidem. 72 El.Alph., 37. 73 ADS, Visit.Gen., 1835, Skórzec.

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