Os Marianos Nos Anos 1787-1864

125 Em 1827 o Pe. Białowieski obteve a autorização para viajar pessoalmente a Raśna, onde pela primeira vez desde 1793, tendo em mente o fortalecimento da unidade da congregação, ele pôde visitar o convento (permaneceu nele por algum tempo), que estava isolado das demais estruturas marianas46. Białowieski exerceu a função de superior geral até 30 de setembro de 1829. Ele quis passar os últimos dias da sua vida no menor e ao mesmo tempo no mais pobre dos conventos, em Góra Kalwaria, onde faleceu no dia 30 de abril de 183247. Naquele tempo a congregação contava pelo menos sessenta e cinco religiosos, dez seminaristas e quatro noviços48, e era tão forte que pela primeira vez no século XIX tornou-se possível enviar (em 1829) três padres para estudos superiores em Varsóvia49. Essa situação favorável era em grande medida um mérito dele. Na opinião de Sydry, no período da queda da ordem “deu [...] provas de coragem, perseverança e humildade e faleceu com fama de santidade, tendo sido sepultado em Góra”50. O capítulo geral que se reuniu em Skórzec no dia 30 de setembro de 1829 elegeu para superior geral da congregação o Pe. Plácido Czubernatowicz, que ingressou na congregação dos marianos em 1783, portanto no período das reformas inspiradas pelos padres Nowicki e Białowieski51. Nos anos 1792-1798, o Pe. Czubernatowicz se encontrava em Roma, a seguir (1803-1824) no convento em Goźlin, onde desde 1819 exercia a função de superior local52, e nos anos 1811-1815 exerceu o cargo de secretário-geral53. No tempo do seu governo como superior geral eclodiu o Levante de Novembro [de 1830], que refreou a atividade pastoral e administrativa relacionada com a sua função54. Após a repressão do levante em 1831, o tzar Nicolau I adotou todos os 46 Ibidem, f. 79. 47 El.Alph., p. 2; Sydry, Białowieski Tadeusz, PSB II, 19; T. Górski, Białowieski Tadeusz, Enc. Katol., II, c. 370. 48 Os dados acima citados foram definidos com base na análise de: El.Elph.; Album mortuorum Conv. Skórc.; Album mortuorum Conv. Mariamp., que fornecem o ano da profissão dos votos, da ordenação e da morte. A respeito do número dos seminaristas, cf. Jabłońska-Deptuła, Przystosowanie..., 462. 49 Totoraitis, Marianie..., 35. 50 Sydry, Papczyński Stanisław..., 274. 51 ABUV, Doc.Viln., f. 351 fornece informações a respeito da sua vinda a Roma. El.Alph., 8 fala: “Czubernatowicz fuit ultimus ex his, qui Romae habitabant”. Sabendo que o convento em Roma foi fechado em 1798, supomos que ele deixou a cidade justamente naquele ano. 52 Arch.Sk., 51, n. 130. Igualmente as assinaturas nos documentos encontrados no Liber baptizatorum e no Liber mortuorum da paróquia de Goźlin testemunham a presença do Pe. Plácido Czubernatowicz nessa localidade, permitindo definir o tempo da sua estada. 53 AGM, Prot.Skórc., ff. 128-129, Carta de T. Białowieski de 30/6/1814. 54 Dylągowa, Dalla caduta dello Stato polacco all’Insurrezione di Novembre..., 320-322, 332-335; entre os trabalhos em língua estrangeira dedicados a esse problema, vale a pena lembrar a obra de L. Lescoeur, L’Église catholique en Pologne sous le gouvernement russe depuis le premier partage jusqu’à nos jours (1772-1875), vol. I-II, Paris, 1876; e, entre os mais recentes, Jabłońska-Deptuła, Ordres et Congrégations en Pologne au XIX et XX siècles, in: Le millenaire du catholicisme en Pologne, Lublin,

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