114 Manugiewicz residia em Varsóvia, e por isso acontecia que os seminaristas diocesanos tinham de viajar a Varsóvia com o objetivo de obter a ordenação sacerdotal144. O mencionado trecho da crônica deveria ser entendido no sentido: os seminaristas marianos viajaram a Varsóvia, onde residia o bispo de Sejny, para receber a ordenação sacerdotal. Após a derrota do Levante de Novembro teve início uma brutal russificação das áreas orientais da antiga Polônia e o processo de deportação à Rússia. Começou também a perseguição da Igreja. No Reino da Polônia eram adotados métodos um pouco menos severos. Nesse período de tensões e detenções, nenhum mariano foi enviado à Academia. Foi preciso esperar até o capítulo de 1850 para que novamente houvesse a decisão de enviar os marianos para os estudos de Mariampol a Varsóvia, a respeito do que falava um decreto. Casimiro Pestynik, seminarista, professo e diácono, foi escolhido e destinado para os estudos na Academia de Varsóvia à custa do convento de Mariampol145. Visto que havia apenas seis bolsas de estudos para os estudantes que vinham de todas as congregações, Pestynik não conseguiu obter uma delas, e o convento de Mariampol teve de cobrir as despesas dos seus estudos. Em 1856 a Rússia perdeu a guerra da Crimeia, o que, além da anistia, trouxe ao Reino da Polônia igualmente certa melhoria da situação política. O capítulo geral de 1856, sob a presidência do superior geral A. Czerniewski, avaliando o papel positivo de leitores e professores bem preparados, que fossem capazes de garantir aos estudantes marianos uma boa formação intelectual, determinou “que dois irmãos – os seminaristas Jorge Czesnas e Vicente Żemiński – que se encontravam então na Academia Religiosa de Varsóvia – permanecessem ali enquanto não concluíssem os estudos de teologia de quatro anos, à custa do convento de Mariampol e, caso isso não fosse suficiente, à custa de toda a ordem”146. Durante os debates do mesmo capítulo, foi anunciado um outro decreto, tratando da necessidade de educar na Academia todos os leitores, e que trazia o título: “Sobre os leitores bem educados na Academia Religiosa de Varsóvia à custa de toda a ordem”147. De acordo com esse decreto, além dos estudantes Czesnas e Żemiński, que realizaram os seus estudos nos anos 1856-1860, em 1862 foram enviados à Academia Religiosa mais dois seminaristas: Vicente Sękowski e Si144 Jemielity, Diecezja sejneńska..., 129-130. 145 Totoraitis, Zakon marianów..., 8. 146 “Ut fratres clerici Georgius Czesnas et Vincentius Żemiński pro tunc existentes in Academia Spirituali Varsaviensi ibi retineantur quoadusque cursum theologum per anno quattuor sumptu Conventus Mariampolensis, vel hoc deficiente, sumptu totius Ordinis absolvant”. Ibidem, 38; Marianie..., 36. 147 Totoraitis, Zakon marianów..., 8.
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