112 no âmbito de estudos superiores em universidades127. Ocorreu certa estabilização no Reino da Polônia após 1815, o que permitiu a abertura, em 1817, da Universidade Real em Varsóvia, na qual o tzar Alexandre I – a partir de 1815 ao mesmo tempo rei da Polônia – aprovou a Faculdade de Teologia128. Além das bolsas concedidas aos padres diocesanos, foram instituídas seis bolsas para estudantes oriundos de congregações religiosas129. Após o Levante de Novembro (1830/31), o tzar Nicolau I fechou a universidade, substituindo-a com a Academia Romano-Católica em Varsóvia130. Um outro centro de estudos de especialização era Vilnius, onde em 1803 foi instituído o Seminário Central, que em 1833 – após o levante – foi transformado em Academia Romano-Católica131. Para manter os seminários, todas as congregações religiosas foram tributadas. Os padres marianos, por exemplo, eram obrigados a contribuir anualmente com 100 rublos. Os documentos preservados encerram admoestações dirigidas todos os anos aos marianos em razão dos atrasos no pagamento desses tributos132. O seminário em Vilnius era subordinado ao Colégio Religioso em São Petersburgo e excluído da jurisdição episcopal. O nível de ensino era nele baixo133, e o seminário não gozava também de boa fama no aspecto moral, mas os estudantes marianos da província russa não tinham outra escolha134. Para estudar na Universidade de Varsóvia, o candidato devia ter concluídas pelo menos as cinco séries do ginásio, ter passado por pelo menos um ano de estudos no seminário e ter a possibilidade de obter ajuda da parte da família ou da ordem, visto que a bolsa científica do governo não era suficiente135. Os estudos não somente eram caros, mas também – em razão do espírito iluminista então reinante – traziam consigo certo risco de laicização, o que muitas vezes provocava a falta de interessados136. Essa universidade era a única escola superior de teologia no Reino da Polônia. 127 R. Cerber, Studenci Uniwersytetu Warszawskiego 1808-1831, Wrocław, 1977, XIV; cf. A. Pleszczyński, Dzieje Akademii Duchownej Rzymsko-Katolikkiej Warszawskiej, Warszawa, 1907. 128 Kumor, Obertyński, Historia..., II/1, 492; cf. também A. Petrani, Szkolnictwo teologiczne w Polsce, in: Księga tysiąclecia katolicyzmu w Polsce, II, 127-147; Popiel, Pamiętniki..., I, 28. 129 Kumor, Obertyński, Historia..., II/1, 492. 130 Ibidem, 493. 131 A. J. V. e S. Suz, University of Vilnius, EL., IV, 551-558. 132 ABUV, Doc.Viln., II contém cerca de 50 admoestações dirigidas aos marianos. 133 Kumor, Obertyński, Historia..., 495. 134 Isso resulta das três coleções fundamentais de documentos relacionados com os conventos, que permaneceram na Rússia: ABUV, ACPRus.; ABUV, Doc.Viln., I-II; ABUV, Visitatio Conventus Rasnensis 1818. 135 Jemielity, Diecezja seineńska..., 131. 136 A Comissão Governamental das Religiões e da Instrução Pública encaminhou aos consistórios diocesanos uma carta estimulando que fossem enviados à universidade alguns candidatos. Com relação
RkJQdWJsaXNoZXIy MjI2Mw==