110 cebendo as dificuldades dos padres marianos, escreve à Congregação dos Bispos e dos Religiosos: “Faltam na congregação (dos marianos) pessoas adequadas, capazes de exercer a função de professores. Parece-me então oportuno sensibilizar o superior geral para que encontre os mais apropriados e os mais adequados meios a fim de educar na congregação pessoas que sejam capazes de aprender [...] as ciências adequadas ao seu estado, ao que com certeza melhor poderia servir o regular envio delas daqui ao convento de S. Vito, [para que] naquela Sé [...] possam contemplar e aprender a observância da regra religiosa, bem como adquirir a ciência”116. Em resposta às observações acima, o procurador-geral dos padres marianos, Pe. T. Białowieski, esclarecia em 1792: “Já antes desse tipo de boa proposta eu pretendia que dois membros da nossa ordem se aperfeiçoassem em ciências literárias, e especialmente matemáticas”117. Realmente, em 1780 foi enviado a Roma o Pe. Félix Hadrawa; nessa cidade ele promoveu o trabalho educativo em meio à juventude e, além disso, por dois anos estudou na Universidade La Sapienza118. Naquele mesmo ano foi enviado a Roma, para se aprofundar nos estudos, o Pe. Juliano Koprowski, que na Polônia por cinco anos havia lecionado filosofia aos estudantes marianos; infelizmente, ele faleceu em Roma – antes de concluir os estudos – no dia 26 de setembro de 1781119. Por muito tempo permaneceu em Roma também o Pe. João Niezabitowski, pessoa de grande cultura e ciência, oriundo de uma rica família da nobreza. Após concluir na Polônia os estudos filosóficos e teológicos, obteve o título de doutor em teologia120. Viajou a Roma em 1776, como companheiro do Pe. Spourny, e permaneceu ali por dezessete anos, aperfeiçoando-se na arte da pintura121. A permanência no ambiente da Cidade Eterna e o contato com as estruturas da Igreja universal introduziam os marianos no próprio cerne da cultura latina, no centro da vida da Igreja. Voltando à Polônia, eles traziam consigo os valores espirituais e culturais, introduzindo-os no ambiente dos conventos aos quais eram enviados. 116 ASV, Congr. VV. et RR. Sez. Regolari-Mariani, julho 1792, ff. 3-4. O núncio em Varsóvia, F. Saluzzo, à Congr. VV. et RR. 13/8/1792 (trad. do autor). 117 “Iam pridem ante huius modi optimam propositionem animum habuisse, ut duo Subiecta Religionis nostrae Studiis Litterarum praesertim mathematices perpolirentur”. Ibidem, ff. 11-19. 118 ABUV, Doc.Viln., II, ff. 38-39. “Relatio” z Raśnej z roku 1822; Album mortuorum Conv. Mariampol., 38; Positio, Wyszyński..., 456. 119 El.Alph., 26; J. Vaisnora, Notae historicae Mariani Romae..., 28; Positio, Wyszyński..., 457; AGM (koperta) Kościół San Vito. 120 I. Galicka – H. Sygietyńska. Niezabitowski Jan (1744-1804). PSB, X, 99; I. Vaisnora, Notae historicae..., 26-28; AGM, Prot. Skórc., f. 81. Carta de H. Ignatowski de 2/10/1793. 121 El.Alph., 38: “Niezabitowski Joannes, Assistens Ordinis, qui circiter 18 an. Romae Procuratoris Generalis socius fuit. Reversus in patriam insignia monumenta artis picturae reliquit”.
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