78 evangélicas, por muitos eram incompreendidas e ridicularizadas. Preservaram-se testemunhos de como os fazendeiros de Góra, vendo os marianos que trabalhavam fisicamente, zombavam deles com cantigas do tipo: “Estanislau vestido de saco branco, de veneráveis peões fundador”85. Ao analisarmos os documentos acessíveis, surge o espanto diante desse grande número de ataques contra a ordem, de ameaças, calúnias, acusações procedentes de fora, mas também da própria ordem. O Bispo Wierzbowski, que de todo o coração se sentia o protetor da congregação, temia seriamente pelo seu destino e pela sua persistência e defendia-a de todas as maneiras. A comissão episcopal e os seus decretos 14 de junho de 1685 Não havia paz na pequenina congregação. João Teixeira chegou a afirmar que “foi o demônio [...] que começou a sublevar as mentes de muitas pessoas, e até alguns irmãos da clausura [marianos] que não tinham uma verdadeira vocação para que iniciassem a perseguição e destruíssem essa santa congregação. Conseguiu o perturbador da paz alcançar os seus infames propósitos, visto que todos os irmãos abandonaram a sua antiga vocação, saíram da clausura e voltaram ao mundo”86. Sem dúvida essa informação do piedoso português, que, no entanto, não tinha a possibilidade de confirmá-la, refere-se aos anos 1674-1676. Esses eram anos de provação da fidelidade aos severos rigores da vocação eremítico-penitencial impostos pelo Bispo Święcicki, que os coirmãos não aguentaram. Num período em que os marianos já possuíam dois conventos, a ordem contava ao menos mais de uma dezena de membros e alguns seminaristas e noviços87. Mas também ocorriam naquele tempo, especialmente no Cenáculo, profundas desavenças, embora a respeito delas se tenham documentos muito escassos. Um dos documentos fala de certas diferenças de opiniões (differentiae) que surgiram entre o Padre Papczyński, que se afastou do convento em Puszcza e por um longo período fixou residência no Cenáculo, tendo ali maiores possibilidades de trabalho apostólico, e os coirmãos. Esse documento 85 Assim depuseram as testemunhas no processo de beatificação do Pe. Estanislau. Cf. S. Sydry, O. Stanisław, p. 192; 86 Teixeira, n. 56. Da mesma forma registrou Leporini, n. 39. 87 Navikevicius, pp. 182-183, com base nos documentos a ele acessíveis, forneceu o número dos marianos em 1690 no Cenáculo, sem contar o Pe. Estanislau, que então estava viajando a Roma: havia ali 4 padres, 3 subdiáconos e alguns seminarisstas, ao passo que em Puszcza havia pelo menos 5 padres e alguns noviços.
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