42 acima foi apresentado ao ordinário local e por ele aprovado72. Os primeiros obstáculos na realização dos planos do Padre Estanislau haviam sido removidos. Cheio de otimismo, registrou: “Tendo alcançado isso, já estava pensando em outros e mais zelosos companheiros, com os quais pudesse iniciar a vida comum e fundar naquele lugar a Congregação, a começar pela Casa de Recolhimento”73. A instituição da Casa de Recolhimento em Puszcza Korabiewska: esperanças e dificuldades Apesar dos diversos ataques e das calúnias, o Padre Papczyński gozava da fama de uma pessoa piedosa, prudente e espiritualizada74. A santidade da sua vida atraía os candidatos. Já em Lubocz apresentaram-se a ele muitos religiosos e leigos desejosos de ingressar na congregação. A Puszcza Korabiewska apresentaram-se mais candidatos ainda e, como ele mesmo registrou, se não fosse a necessidade de observar todos os procedimentos eclesiásticos, as formalidades e as autorizações exigidas na fundação da congregação, “eu já teria por esses três anos [1674-1675] algumas casas e muitos companheiros. Mas o que mais [...] evito é consciente e voluntariamente praticar algo contrário aos costumes ou às normas da Igreja”75. Essa bem-sucedida solução do assunto fornecia a esperança de uma breve concretização do “ideal inspirado por Deus” da criação do instituto mariano, da sua estabilização e do seu desenvolvimento. No dia 24 de outubro de 1673, após concluir a visitação da igreja paroquial em Jeruzal, inesperadamente veio a Puszcza Korabiewska, por ordem do seu ordinário Bispo Estêvão Werzbowski, o Bispo Estanislau Jacinto 72 Cessio Kraiewsciana, in: Positio, Papczyński, pp. 336-339. Krajewski escreveu: „Repito a minha oblação que fiz diante do Superior Padre Estanislau, [...]. Com isso, este lugar que tenho [...] para a instituição do Domus Recollectionis, a este Padre Estanislau in futurae Societati Beatae Mariae sine Macula Conceptae voluntariamente ofereço e entrego, e neste lugar eu mesmo quero permanecer. [...] A esse Padre Estanislau escolho como meu Superior e diretor e por amor a Deus me proponho permanecer sob a sua autoridade, cumprindo com diligência, fidelidade e prudência a obrigação de Procurador desta Casa”. 73 S. Papczyński, Założenie Domu Skupienia, 18, in: Pisma zebrane, p. 1465. 74 APS 10 f. 220v-222r. Zeznanie o. Dionizego Kisielińskiego. APS 10 f. 148v. Zeznanie o. Cypriana Fijałkowskiego. Cf. a opinião do Bispo Estêvão Wierzbowski em: S. Sydry, O. Stanisław, p. 150. 75 S. Papczyński, Założenie Domu Skupienia, 26, in: Pisma zebrane, p. 1468.
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