408 simplesmente preferiam levar uma vida quase monacal, recitar as orações do coro e ter o idílico sossego, como antigamente241. Apesar disso, todos os sinais no céu e na terra prenunciavam a esperança de um excelente desenvolvimento dos marianos. Visando a expansão da ordem e uma melhor conquista de candidatos, foram organizados noviciados em três conventos: em Berezdów para a Rússia, em Mariampol para a Lituânia e em Puszcza Korabiewska para a Polônia, e nessa questão foi obtida a aprovação da Santa Sé242. Também não faltavam candidatos para o noviciado e para os estudos, e a casa em Roma oferecia a oportunidade de estudos e contatos em nível internacional. A atmosfera da Cidade Eterna e os contatos com as estruturas da Igreja universal introduziam os marianos no cerne da cultura latina, no centro da vida da Igreja. Voltando à Polônia, eles traziam consigo os valores espirituais e culturais que a seguir transferiam aos ambientes dos conventos e das comunidades paroquiais a que eram encaminhados. O crescente prestígio dos marianos na sociedade oferecia novas possibilidades de diversas formas de trabalho. Já em 1781 o Núncio Giovanni Andrea Archetti avaliava de forma muito lisonjeira o trabalho dos marianos: “Em todos os conventos é observada a exemplar e exata disciplina religiosa. Para o elogio dessa ordem posso afirmar que jamais tenho ouvido falar de quaisquer abusos dos superiores ou de comportamento escandaloso dos subalternos, o que infelizmente não pode ser dito das outras ordens religiosas. Os marianos dão aos fiéis o exemplo pelos seus bons costumes”243. A mais eloquente é a opinião do decano de Kamieniec, Pe. K. Piętka, que escreveu: “Cabe um elogio aos marianos, porque são os melhores pregadores da diocese há muitos anos. Tanto na minha igreja [Kamieniec Podolski] como em outras, eles têm pregado a palavra de Deus, dando pela palavra e pelo exemplo uma prova dos seus bons costumes. E das três famosas 241 Não havia muitos dispostos a ensinar, e por isso os capítulos estimulavam os marianos com recompensas e privilégios, p. ex. dispensando os professores das obrigações da vida comum, permitindo-lhes que aceitassem intenções de missas particulares para si. Apelava-se igualmente à consciência dos religiosos, explicando-lhes que se tratava de tarefas agradáveis a Deus e merecedoras da recompensa de Deus. Cap. Gen., 1782/5/7; 1785/4/17; cf. S. Sydry, Organizacja, pp. 91-92; J. Kosmowski, Marianie, pp. 225-226. Para estimular ao trabalho missionário e para a pregação de retiros, o capítulo atribuiu aos marianos com seis anos de trabalho missionário uma intenção de missa adicional para eles e a sua equiparação nos privilégios com os leitores da santa teologia. Cf. Cap. Gen., 1791/37/38. 242 ASV, Congr. VV. et RR.-Sez. Regolari, 1 luglio 1792, Memoriale Procuratoris Generalis N. Gołkowski super fundationem novitiatus in Domibus Corabieviensi, Mariampolensi, Berezdoviensi et Balsamanensi: Rescripta Congr. VV. et RR. De die 30 maij 1788 et 2 Augusti 1788. 243 AGM, Bolesław Jakimowicz, Kształtowanie się celu Zgromadzenia Marianów w XVIII wieku, man. 1-11. O artigo contém o relatório do núncio.
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