394 a compra e assumissem eles mesmos a igreja ou convencessem o benfeitor Arcebispo Camuccio e tomassem posse da sua doação193. Já a instituição de um procurador-geral mariano em Roma era por eles bloqueada, visto que unilateralmente haviam reconhecido que todos os assuntos da ordem mariana seriam conduzidos pelo procurador reformado e procuravam impor tal solução aos marianos. Na realidade, nos anos 1751-1753 o Padre Wyszyński havia exercido em Roma a função de procurador, mas tratava-se de uma função temporária, isto é, relacionada com a solução de um assunto concreto. Foi somente o Padre Spourny que, através de decididas pressões sobre o superior geral Nowicki, fez com que os marianos, após a abertura do convento de S. Vito, em 1779 abrissem em Roma uma procuradoria permanente194, que juntamente com a postulação geral, funcionou até os marianos se afastarem de Roma em 1798. Também graças aos empenhos do Padre Spourny o Papa Pio VI, por força da bula Studia ac sollecitudine, de 4 de agosto de 1780, aprovou a fundação dos marianos em Roma e lhes conferiu privilégios e amplos direitos pastorais195. Também naquele tempo, de Roma, João Niezabitowski informava o Padre Nowicki dos empenhos de algumas ordens que buscavam tomar posse dos conventos fechados e dos bens que haviam pertencido aos jesuítas na Polônia e estimulava dizendo que, se os outros podiam se empenhar por assumi-los, também os marianos podiam fazer a mesma coisa. Mas, por receio diante dos reformados, pedia-lhe que guardasse o segredo196, visto que a curatela deles era simplesmente onipresente. Por essa eventual possibilidade trabalharam também o Padre Spourny e a administração geral na Polônia. Nessa questão apoiou os marianos um amigo deles, o bispo da Livônia José Kossakowski, que, em resposta aos empenhos deles e como expressão de respeito ao espírito apostólico deles, fundou em seus bens dois conventos, um em Wołpa e outro em Janów, na Lituânia. Numa carta ao Padre Nowicki escreveu: “Estou oferecendo à Ordem dos Reverendíssimos Padres, na minha diocese, três residências básicas com os fundos deixados pelos Padres Jesuítas e que ficaram à minha disposição, com a obrigação de ensinar nas escolas e nas missões, com provisão suficiente de 193 Cartas, carta de Cândido Spourny, 13, de 6.5.1778; carta de João Niezabitowski, 5. 194 Ibidem, carta de Cândido Spourny, 4. “E é indispensável que o nosso próprio procurador sempre resida em Roma, se pudéssemos ser diretamente dependentes da Santa Sé. Para que possamos algum dia esperar essa dependência, é preciso antes deixar de trazer esses frades para fazerem entre nós as visitações”. 195 Bullarium Romanum, t. VI, pp. 220-221. 196 Cartas, carta de João Niezabitowski ao Pe. Raimundo Nowicki de 1778,
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