Os Marianos 1670-1788

270 com a publicação de um trabalho sobre a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria51. Por alguns anos lecionou aos seminaristas a filosofia e a teologia. No capítulo geral de 1776 foi nomeado comissário em Portugal, para onde, após a solução dos assuntos em Roma, devia se mudar com o Pe. João Niezabitowski e ser o superior, no lugar do Pe. Aleixo Fischer52. Mas ele nunca chegou a Portugal. Durante a sua estada em Roma recebeu do superior geral Raimundo Nowicki a nomeação para postulador geral dos candidatos marianos aos altares e ao mesmo tempo tornou-se procuradorgeral dos marianos. Chegou a Roma no dia 11 de janeiro de 1777 e com uma energia simplesmente extraordinária – por ser uma pessoa operante, de personalidade forte, hábil diplomata e de incomuns valores sociais, uma eminente personalidade, ainda que, segundo os coirmãos, muito conflituoso, com facilidade para estabelecer contatos com dignitários eclesiásticos e civis – começou a agir em três direções: a aquisição para a posse permanente dos marianos de alguma igreja ou algum convento, a instituição em Roma de uma procuradoria geral permanente e, segundo ele, a tarefa mais importante: a todo custo a libertação da dependência dos reformados. Querendo despertar nos marianos a coragem nessa questão e animar esse problema, escreveu extensas cartas-disquisições. Uma delas, traduzida, conta trinta páginas de texto datilografado. Essas cartas são muito corajosas, fortes em suas formulações, mesmo aquelas dirigidas diretamente ao superior geral. Algumas expressões nem podem ser aqui citadas. Convencendo o superior geral Raimundo Nowicki da necessidade de abrir uma procuradoria em Roma, escreveu: “Por isso é bom não somente espalhar os religiosos pelo mundo, mas também manter em Roma o seu procurador, ainda que ocioso, que, além de coletar diversas categorias de informações necessárias ao bem da nossa ordem, também possa verificar onde, o que e como pode ser feito e, assim vigilante, possa encontrar algum cantinho em Roma. Depois, tendo escolhido um ou outro italiano nacionalista, em breve poderia obter mais de uma sede fora de Roma. Somente dessa forma a nossa ordem poderia multiplicar-se”. ` O Padre Spourny energicamente pôs essas palavras em ação, porque já no dia 14 de julho de 1779 adquiriu para a posse dos marianos a igreja de S. Vito juntamente com o convento, que devia ser a sede permanente da ordem e da procuradoria, com a possibilidade de receber os marianos da 51 Cultus pulcherrimae Virgini... ordinis nostri protectrici..., Vilnae 1755. 52 B. Jakimowicz, O. Aleksy Fischer, p. 59.

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