264 ca de cinco anos (1747-1751), no recém-fundado convento em Raśno. Redigiu pessoalmente um manual de teologia moral em três volumes, contando mil páginas, do qual se utilizaram os professores seguintes32. Segundo testemunhas, além das aulas, ele ensinava pelo exemplo de sua própria vida exemplar e piedosa, exercendo uma grande influência sobre os seminaristas a ele confiados. Desempenhou um importante papel na área da formação religiosa um dos mais ativos checos, o Pe. Félix Hadrawa. Ele nasceu no dia 21 de outubro de 1756 na localidade de Pilhrim, na diocese de Praga. Ingressou na ordem dos marianos no dia 13 de março de 1773 como um jovem de dezesseis anos de idade, sendo ele uma das últimas vocações checas. Como sacerdote, aos vinte e cinco anos de idade, em 1780 foi enviado para estudos em Roma, o que na época era um evento extraordinário. Estando ali, promoveu o trabalho educativo entre os jovens na escola adjacente ao convento mariano de S. Vito e por dois anos estudou na Universidade “La Sapienza”33. Inicialmente, em razão do frágil conhecimento da língua italiana e das dificuldades dali resultantes, entrou em conflito com o enérgico superior do convento, igualmente checo, o Padre Spourny, que queria enviá-lo de volta à Polônia. Entretanto, apresentou-se em sua defesa a Santa Sé, a qual decidiu que “o Padre Procurador [Spourny] não deve comportarse como geralmente os superiores se comportam na Polônia, porque aqui é Roma” e ordenou que o Pe. Félix voltasse e fosse tratado como padre. “Ele deve permanecer em Roma pelo tempo que o superior geral na Polônia decidir”34. Em Roma, por correspondência o Padre Félix promoveu tratativas com seu tio, pároco e cônego em Praga (Chéquia), que havia prometido transmitir aos marianos a igreja de Nossa Senhora das Dores naquela cidade. Esperava-se apenas a autorização do imperador e do arcebispo de Praga, que, no entanto, os marianos não obtiveram, visto que aquela era uma época muito desfavorável às ordens religiosas. A recusa foi motivada com o argumento de que, sob a aparência do trabalho de capelães, as ordens aceitavam algum lugar unicamente “para a especial [...] ampliação da 32 Biblioteca do Seminário Religioso de Lublin. Seção de manuscritos, n. 342. 33 Prot. Rom. Julian Koprowski, Carta ao Pe. Isidoro Taudt, Roma 17.11.1780. „Na primeira série leciona o Pe. Félix H.[adrawa]; AGM, Percepta et expensa, Conventus S. Vito 1779-1783; ABUV, Doc. Viln., II, c. 38-39. O relatório de Raśno do ano 1822 contém opiniões sobre os diversos religiosos, inclusive sobre o Pe. Félix Hadrawa. 34 Prot. Rom. Julian Koprowski, Carta ao superior geral, 23.12.1780; ibidem, Félix Hadrawa ao superior geral, Roma 23.12.1780. Cf. B. Jakimowicz, A Cloud of Witnesses, p. 30.
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