251 Os checos na ordem dos marianos como fonte de força espiritual, renovação e expansão Ao pensarmos na difícil e complicada história dos marianos na primeira metade do século XVIII, não se pode deixar de indagar o que teria acontecido se naquele tempo não tivesse ingressado na ordem um grupo de vários checos, muitos dos quais resplandeceram com uma vida piedosa e no futuro tiveram enormes méritos diante da ordem. Será que a ordem teria sobrevivido às dissensões pessoais e às borrascas internas, eclesiásticas e políticas? Ao analisarmos diversas questões marianas, em muitas passagens afirmamos que os marianos não se desenvolviam, que permaneciam numa espécie de marasmo, em disputas internas e na falta da observância religiosa. Os indivíduos cultos e piedosos que surgiam na ordem tentavam consertar esse estado de coisas, mas os efeitos dos seus esforços continuavam insatisfatórios. Assim, em 1737 os marianos possuíam somente quatro pobres conventos, quatro modestas igrejinhas de madeira e trinta e sete religiosos, contando os padres juntamente com os irmãos e os seminaristas1. Um dos maiores cuidados, que merecia o grande desvelo do Padre Wyszyński após a sua eleição para o cargo de superior geral em 1737, era o recrutamento de novas vocações. Ele via que as reformas naquele “cafundó mariano” eram realizadas com resistência e com grande dificuldade. Faziam-se necessários um novo espírito, novas forças intelectuais e teológicas, novos núcleos e novas vocações que pudessem preenchê-los. Ele também sonhava e planejava transplantar a congregação a outros países e promover a sua internacionalização. Dirigiu a sua atenção primeiramente à vizinha Chéquia. Em 1757, o amigo do Pe. Casimiro e testemunha da sua vida Alberto Magnuszewski assim descreveu o seu engajamento na área da obtenção de vocações na Chéquia: “E na Polônia [o Pe. Casimiro], vendo que a messe era grande e os operários eram poucos, e que o noviciado estava vazio, enviou à Chéquia o Pe. Casimiro [de sobrenome Polak], homem versado em teologia, leitor e sacerdote de grande piedade. Esse Casimiro era o primeiro 1 Prot. Ord., pp. 236-237.
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