217 riam os estudos. Segundo as resoluções capitulares, os estudos de filosofia e teologia deviam ter a duração de até três anos94. No entanto, acontecia muitas vezes que os seminaristas eram ordenados sacerdotes já após o primeiro ano de filosofia. Lembramo-nos também de que Joaquim Kozłowski queria obrigar o Padre Wyszyński a ser ordenado logo após o término do noviciado. Em 1743, no convento de Skórzec, entre os onze “auditores philosophiae” (estudantes de filosofia), quatro já eram padres. No convento de Puszcza, naquele mesmo ano, entre os sete que estudavam teologia moral dois já haviam sido ordenados95. No entanto, os estudos de filosofia eram apenas o começo da formação sacerdotal. Por isso aqueles que haviam sido ordenados após o noviciado, antes de iniciar os estudos ou durante eles, não estavam preparados para o exercício das importantes funções sacerdotais. A tarefa deles, além da continuação dos estudos, era a celebração de santas Missas nas intenções aceitas e nos compromissos de Missas que os conventos tinham até em excesso. Em 1743 havia dezoito seminaristas, o que, com a escassez de toda a ordem, era um grande peso, em razão da exclusão do trabalho dos leitores que davam aulas e dos custos relacionados com o sustento e o funcionamento do “studium domesticum” mariano. Por exemplo, o elenchus mariano de 1949 menciona cinco leitores que davam aulas: quatro destinados à direção do curso de teologia moral e dogmática e um ao curso de filosofia96. Esse tipo de prática persistia na segunda metade do século XVIII. Entretanto, em razão dos custos, do mau estado dos conventos, da falta de recursos humanos às vezes eram fechados os cursos e – como informa Estêvão Sydry – “seguia-se a isso a queda interior do nível”. Por isso os marianos procuravam sempre superar essas dificuldades. E provavelmente essa era a situação no início dos anos cinquenta do século XVIII, quando no capítulo de 1754 o comissário reformado Frei Antônio Kociński propôs que os padres capitulares abrissem um curso de teologia, o que eles aprovaram por unanimidade97. Na primeira metade do século XVIII os cursos de filosofia e teologia eram organizados nos conventos em Puszcza e Skórzec. Em 1749 os marianos assumiram a bem equipada fundação em Raśno, na província de Podlasie, cujo fundador e mecenas era a abastada família dos Matuszewicz98. Após o incêndio do convento em 94 S. Sydry, Organizacja Zgromadzenia, 39. 95 Prot. Korab., 31-32. 96 Ibidem, 46-48. 97 Cap. Gen., 1754/19. „Propositum erat ab Adm. Rev, Patre Commissario utrum erigendum sit Studium Theologicum. Respondit Ven. Assessorium affirmative.” 98 Prot. Skórc. 1749/2.
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