Os Marianos 1670-1788

165 se apostólica tão próxima do desejo do Padre Fundador. Não sabemos como os marianos daquela época avaliaram essa intervenção do bispo. João Teixeira tenta justificá-la: “A diocese se ressentia então de uma grande falta de párocos e de sacerdotes seculares para a pastoral dos fiéis, visto que muitos deles haviam sido vítimas da peste que arrasou o Reino. [...] por isso mandou distribuir os irmãos [marianos] pelas paróquias”408. Infelizmente, no Protocollum Ordinis dos anos 1715-1722 nos deparamos com uma total falta de documentos a respeito dessa questão, o que causa espanto, porquanto houve sessões do conselho geral e a visitação do Bispo Rostkowski. Talvez o Padre Spourny tivesse razão ao afirmar que os reformados, ao transcreverem aquela coleção de documentos, removeram aqueles relacionados com os tempos da chamada dispersão409. É igualmente estranho o fato de que o primeiro registro e a primeira opinião muito negativa a respeito da “dispersão de Rostkowski”, que “levou a ordem mariana à ruína”, tivessem surgido quase quarenta anos após aqueles acontecimentos. Fez isso, por volta de 1754, o Padre Casimiro Wyszyński em Portugal, para as necessidades das vocações de lá410. José (Alexandre) Wyszyński Houve mais um herói negativo ligado com os acontecimentos relacionados com a “dispersão”, que teria sido o corresponsável pela crise dos marianos. Foi José Wyszyński, irmão mais velho de Casimiro. A respeito das suas ações Casimiro Wyszyński ficou sabendo em Roma através de Joaquim Kozłowski. “Queixou-se o Padre Joaquim diante dele [Casimiro Wyszyński] do seu irmão mais velho José [...], que vestiu o hábito no noviciado em Puszcza Korabiewska e depois foi o motivo dessa dispersão”411. Aleixo Fischer fornece um relato mais detalhado a respeito da perniciosa ação de José, e como uma das razões menciona a aguardente, escrevendo, por exemplo, que o José, admoestado e repreendido, “sublevava os magnatas e os bispos contra a Ordem, que mesmo sem isso já era perseguida”, e a seguir abandonou o noviciado dos marianos412. Boleslau Jakimowicz, pesquisador da história da família Wyszyński, foi quem apresentou a avaliação mais negativa do papel que José Wyszyński desempenhou quando esteve 408 Teixeira, n. 227. 409 Cartas, carta de Cândido Spourny, 1. 410 Prot. Ord., 197; Cap. Gen., p. 57. 411 Świadectwo Michała Wyszyńskiego o bracie, in: Najstarsze świadectwa, p. 23; Świadectwo Wojciecha Magnuszewskiego, in: Najstarsze świadectwa, pp. 31-32; Świadectwo Aleksego Fischera, in: Najstarsze świadectwa, pp. 53-54. 412 Świadectwo Aleksego Fischera, in: Najstarsze świadectwa, pp. 53-54.

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