144 O reinado do rei Estanislau foi também o período de uma intensa atividade comercial e econômica, de enriquecimentos dos magnatas e da nobreza, que de boa vontade se envolviam em diversas iniciativas de animação da economia. Eis alguns exemplos: em Varsóvia foi fundada a casa da moeda real (1764-1768); o príncipe Miguel Ogiński iniciou a construção do canal que ligava os rios Bug e Prypeć, o que abria o caminho para novos mercados de consumo. Vale a pena ainda lembrar as imponentes manufaturas de Antônio Tyzenhaus, a fábrica de armas em Kozienice, as minas de cobre e de sal e muitas outras325. A Polônia recuperava a saúde, modernizava-se, saía do marasmo dos tempos saxões, reformava as instituições degradadas e desenvolvia-se em ritmo acelerado. Infelizmente, isso despertava a grande inquietação da Rússia e da Prússia. A situação religiosa No período do Iluminismo a Polônia era um Estado multinacional, mas tornava-se cada vez menos multiconfessional. No século XVIII, aos poucos mas sistematicamente, ia se deteriorando o tolerante ideal da convivência pacífica de pessoas de diversas religiões, tão forte no período anterior. A falta de tolerância que se intensificava na sociedade polonesa resultava em grande medida de um cada vez maior sentimento de ameaça da parte dos vizinhos da Polônia, que por diversas razões, não necessariamente favoráveis aos interesses do Estado polonês, representando outras profissões religiosas, tratavam com uma hostilidade cada vez maior também o catolicismo polonês. A Suécia e a Prússia representavam o protestantismo militante, que muitas vezes se transformava em arma contra a Polônia. Uma contínua ameaça era a Rússia ortodoxa, enquanto que do lado sudeste a Polônia se limitava com a Turquia, estranha ao catolicismo. Em 1658, por força de leis parlamentares, sob o pretexto de favorecerem os invasores suecos, foram expulsos da Polônia os irmãos poloneses326. Em 1717 o parlamento introduziu a proibição de construir igrejas protestantes nas cidades reais, e em 1733 foram afastados os senadores e deputados de outras religiões da participação nas assembleias, nos tribunais e em todo o tipo de repartições327. A crescente falta de tolerância fez com que os indivíduos 325 W. Konopczyński, Dzieje Polski, t. II. pp. 220-221; Zamoyski, Własną drogą, pp. 238-241. 326 Konrad Górski, Bracia polscy, arianie, antytrynitarze, unitarianie, socynianie, in: Encyklopedia Katolicka, t. 2, col. 1001-1005. 327 Wawrzyniec Miller, Trudne stulecie (1648-1750), in: Jerzy Kłoczowski [red.], Chrześcijaństwo w Polsce. Zarys przemian 966-1945, Lublin 1980, pp. 147-148.
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