11 atividade apostólica e mariana. Surgiram também diversos artigos biográficos adicionais que, apresentando a figura do Padre Casimiro em face da sua época, contribuíram para o aprofundamento do conhecimento sobre a história da congregação2. Para a falta de dissertações históricas exaustivas sobre o primeiro século da existência da ordem dos marianos contribuíram causas muito diversificadas, das quais a mais importante é com certeza a falta pesquisadores adequadamente preparados. Uma outra causa, extremamente importante, foi o destino trágico dos arquivos marianos atingidos pela cassação dos conventos na zona da ocupação russa em 1864, em consequência do que muitos deles foram saqueados ou destruídos. Os marianos eram a única ordem religiosa que possuía todos os seus conventos na zona da ocupação russa. Após a cassação, permaneceu ativo unicamente o convento de Mariampol, na Lituânia, ao qual foram trazidos os marianos dos outros conventos, com exceção daqueles que foram enviados à Sibéria. Ali também foram reunidas as diversas peças dos arquivos, que – infelizmente – com a cassação daquele último convento mariano em 1904, perderam-se quase na sua totalidade. A laboriosa busca, coleta e recriação da documentação, empreendidas com enorme esforço, levou à reorganização dos arquivos em Mariampol e Varsóvia. Durante a ocupação nazista, as coleções marianas foram novamente destruídas. Durante o Levante de Varsóvia perderam-se num incêndio os arquivos marianos reunidos no Arquivo Arquidiocesano de Varsóvia, no Arquivo do Tesouro e no arquivo mariano em Bielany. Foram também parcialmente destruídas as coleções guardadas em Mariampol. Após a Segunda Guerra Mundial, os marianos na Polônia iniciaram mais uma vez a penosa busca dos documentos, a recriação do arquivo e a sua organização no núcleo mariano em Bielany, mas já em 1954 os oficiais do Departamento de Segurança tomaram posse de todo o convento mariano em Bielany, Varsóvia, e os religiosos, na calada da noite, foram conduzidos a Gietrzwald. Todos os bens móveis e imóveis foram retirados dos marianos, enquanto que a biblioteca e o arquivo foram dizimados. Foi necessário muito trabalho e esforço para reencontrar, recuperar e recriar muitos dos documentos desaparecidos. Alguns deles se perderam para sempre. Neste ponto é preciso enfatizar o esforço e o engajamento de dois historiadores marianos, o Pe. João Bukowicz e o Pe. Tadeu Górski, que assumiram a tarefa de salvar 2 Cf. Bibliografia.
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