Os Marianos 1670-1788

112 presentantes da nobreza da região, para que confirmasse a conveniência de tal fundação e atestasse que não havia a oposição da nobreza local e que isso não contrariaria os interesses das paróquias vizinhas197. No dia 5 de outubro de 1711 os membros da comissão, reunidos em Skórzec, num documento então redigido primeiramente expressaram o seu agradecimento ao Padre Przygodzki pela “nobre doação para tão piedoso objetivo”, após o que declararam: “Nós com fé atestamos que vimos o lugar destinado à fundação da igreja e do convento da ordem os Padres Marianos e com toda a seriedade confirmamos que o estabelecimento dessa fundação é muito necessário e extremamente proveitoso, em razão da grande distância da igreja paroquial (em Niwiski), [...] para facilitar a salvação das almas das localidades da região”198. Após a execução das formalidades legais, a construção da igreja e do convento transcorreu com extraordinária eficiência. Pode-se supor que já no final de 1713 ambas as edificações estavam concluídas199, o que é confirmado pelo legado de Ana Siennicki Cieciszowska de Ozorów, esposa do despenseiro de Liw. No sexto dia depois da Páscoa ele legou aos marianos de Skórzec três mil florins, obrigando-os a que “todos os sábados, de todas as semanas, junto ao altar do milagroso Jesus Cristo crucificado celebrem uma Missa, e em todos os dias festivos, juntamente com o povo, recitem após o sermão a Ave-Maria”200. Disso resulta que, se já estava pronto o altar, com mais razão devia estar concluída a igreja. Com o legado acima mencionado relaciona-se também uma bela e verdadeira história, registrada nos testemunhos marianos. Eis que a uma distância de 10 km de Skórzec, em Ozorów, localizava-se o solar dos Cieciszowski201, e dentro dele uma capela na qual se encontrava um crucifixo 197 AZakS, Erectio Ecclesiae ac Conventus Skorcensis, 5.10.1711. 198 Ibidem. 199 Ao escrever suas recordações sobre o Padre Fundador, Casimiro Wyszyński observou que a igreja e o convento em Skórzec foram construídos em 1718. Cf. K. Wyszyński, Stróż, p. 139; Prot. Conv. Skorc., p. 3, 38. Esse erro foi também repetido por Cristóvão Trojan, em W cieniu krzyża, Licheń Stary 2007, p. 15, e a seguir por vários outros autores. 200 Prot. Conv. Skorc., 1714. „Feria Quinta post festa Solennia Paschae Inscriptionem [...] per Annam de Sienickie Cieciszowska, subdapiferam Livense viduam in rem Conventus Skórcensis, super summam 3000 flor. pol., pro absolvenda qualbet feria sexta, qualibet septimana ad altare Crucifixi Jesu Christi Domini Sacrificii missa, et tribus Salutationibus Evangelicis, post concionem quolibet die festivo cum populo dicendis”. 201 A família Cieciszowski era conhecida na Mazóvia e em Podlasie. No período em análise, o propritáriio de Ozorów e de Kłódź era Alberto Cieciszowski, nos anos 1716-1718 castelão de Liw.

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