Os Marianos 1670-1788

9 INTRODUÇÃO Em 2004, na série “Studia Marianorum”, foi publicado o livro de nossa autoria Os Marianos nos anos 1787-1864. O presente trabalho apresenta a história dos marianos do século anterior e é a continuação de um estudo em ampla escala sobre a sua fundação e a sua história. Apresenta os primórdios da Ordem dos Marianos no século XVII e a sua história do século XVIII, que não têm tido até o presente um estudo integral. O jubileu dos 350 anos da Congregação dos Padres Marianos, que a Congregação comemorou em 2020, transformou-se numa boa ocasião e num estímulo para a abordagem desse tema. Espero que este trabalho contribua para a ampliação da nossa consciência mariana, para um conhecimento mais pleno da nossa herança e para uma criativa reflexão a respeito do passado mariano, tão estreitamente ligado com o destino da Polônia. Para os marianos, o primeiro século da sua existência foi um período difícil, mas extremamente importante. Iam se moldando então as bases da legislação mariana. Ocorreu a primeira aprovação pontifícia (1699) e a adoção da Regra das dez virtudes da SVM. As duas aprovações pontifícias posteriores, de 1723 e 1786, são duas outras etapas importantes nas lutas pela existência da ordem, pelo seu carisma e pelo direcionamento das suas ações. O século XVIII demonstra com quanta dificuldade ia nascendo uma amadurecida obra religiosa com o seu próprio perfil e carisma, e como por cem anos, desde a fundação da ordem em 1670, persistiu a luta pela fidelidade aos propósitos do Fundador e ao seu próprio e independente caminho de desenvolvimento. Esse é também o século em que já foram instituídos e organizados todos os conventos e residências marianas. No século XIX já não surgiu nenhuma outra fundação. Nesse período, desempenharam um papel fundamental três personagens: o Padre Fundador – Estanislau Papczyński, o Padre Renovador – Casimiro Wyszyński e o Padre Reformador – Raimundo Nowicki. Queremos neste trabalho apresentar o papel que eles desempenharam como inspiradores do caminho religioso, da observância dos coirmãos e da fidelidade à sua vocação e à sua regra. Pretendemos também apresentar as figuras de outros religiosos, extrair as piedosas e pouco conhecidas pessoas dos fiéis imitadores do Padre Fundador, bem como mostrar os períodos do impulso espiritual, do desenvolvimento, das conquistas, da luta pela fide-

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