102 zão do dispendioso processo que em nome de Cecília Lasocki era promovido contra seus adversários, que promoviam ataques contra as suas propriedades rurais. Parece que – como ela mesma confessou – ela ficou tão pobre que, se antes do casamento seu marido não lhe tivesse emprestado dinheiro, “eu teria que ir ao casamento vestida de luto [...], pois sozinha não teria do que viver nem o que semear”168. Somente o processo ganho contra os adversários permitiu a João e a Cecília cumprir piedosamente a promessa da fundação. João de Glew Lasocki, copeiro169 de Łuck, um nobre piedoso de médias posses, era proprietário de várias aldeias: Goźlin, Zalesie, Ostrybór e Cyganka, situadas nas paróquias de Wilga e Radwanków170. Os marianos, que se encontravam a alguns quilômetros de distância, em Góra, gozavam de uma grande estima na família Lasocki. Era-lhe especialmente bem conhecido e por ela apreciado o Padre Papczyński como um piedoso e ardoroso mariano, com razão chamado “Apóstolo da Mazóvia”, que desenvolvia uma ativa ação apostólica na área da Mazóvia meridional. Para a família Lasocki, era especialmente atraente a ideia, zelosamente propagada pelos marianos, da solicitude pelas almas que sofrem no purgatório171, o que foi diversas mencionado nos documentos dessa família172 e no testamento de Cecília Lasocka. A fundadora lembra nele que juntamente com o marido ela havia feito a promessa da fundação em Goźlin e em 1699 ofereceram aos marianos, “para a fundação, quatro mil zlótis, soma que lhes assegure provisão eclesiástica comum, constante, por tempos perpétuos, [...] para que rezem pelas almas e por nós, o casal falecido”173. No testamento há também o pedido de que no futuro, após a morte, o corpo dela seja deposi168 Ibidem, pp. 95-98. Cecília Lasocka foi primeiramente esposa de Constante Paris, copeiro de Czersk. Após a sua morte tornou-se esposa de João de Glew Lasocki. Segundo depoimentos, após a morte de Paris a sua família negou a herança devida a Cecília, e os vizinhos se apoderaram do patrimônio. 169 Copeiro – antiga função palaciana. A obrigação do copeiro era oferecer ao rei as taças de vinho. Em séculos mais recentes, título honorário conferido à nobreza. Toda terra ou distrito tinham o seu copeiro, donde o nome “copeiro da terra”. Cf. Zygmunt Gloger, Encyklopedia staropolska, t. I, Warszawa 1978, p. 291. 170 ADS, Visitatio gen. Ecclesiae Parochialis ac Monasterij Goslinensis Marianorum per Illustr. Et Excell. et Rev. Dominum Adalbertum Leszczyc Skarszewski Episcopum Lublinensem. Die 16 Sept. A. d. 1818, 146/III,10. 171 Positio, Papczyński, p. 331. 172 Prot. Ord., pp. 93-94, „Fundatio Goslinensis in Arce Cernensi”; ibidem, pp. 94-95, „Intromissio fundos Goslinensis in Arce Cernesi”, Anno 1699. 173 Prot. Ord., pp. 95-98, „Oblata testamenti ultimae voluntatis Generosae Rongiuszowa seu Lasocka.
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