Segundo o modelo e a imitação da Virgem, as almas consagradas a Deus, para serem agradáveis a Cristo, devem constantemente trazer em seus corações um feixe de mirra. Essa décima virtude da cruz é a última e a final, visto que nela, enquanto vivermos neste vale de lágrimas, consiste a perfeição das nossas almas. Por isso, para possuir essa graça da cruz, ou seja, da compaixão para com o Crucificado e com a Virgem Mãe, pensem que essa graça “não se encontra neste mundo” (Jó 28,13). Por isso é indispensável que a alma que deseja atingir essa virtude viva na sobriedade e moderação e que somente naquele Esposo busque o consolo; e, para que também nas vestes resplandeça a morte de seu Esposo, mortifique o seu corpo e cubra-o com um traje áspero e ordinário. Portanto, no que diz respeito à moderação, as pessoas pertencentes a esta Ordem devem jejuar, além das vigílias comuns, nos dias de abstinência e da Quaresma da Igreja, no decorrer de toda a sua vida também em todas as sextas-feiras e sábados, visto que nesses dias também a Virgem esteve de luto e no máximo sofrimento. Mas se certas pessoas, tendo obtido previamente a permissão, quiserem jejuar também no Advento, sejam abençoadas por Cristo Senhor e por Sua Virgem Mãe. E quanto ao hábito, atenham-se a esta norma: vistam-se da forma e segundo o modelo com que se vestiam Jesus e Sua Mãe e, visto que as almas consagradas a Deus pela ação e pelo hábito devem ser semelhantes a seu Esposo Cristo e a Sua Virgem Mãe, é indispensável que tanto a Mãe como o Filho resplandeçam em seus trajes, isto é, pela cor branca nos hábitos e pela vermelha nas fitas do Escapulário da Imaculada Conceição, ao qual, usado sob o vestuário exterior, deve estar presa uma efígie da Mãe de Deus, adornada de cor azul marinho. Afora isso, usem as dez contas negras da oração, de forma visível suspensas no cinto, ou seja, as dez ave-marias em memória das dez virtudes dessa Puríssima Virgem. Além disso, para servirem a Cristo e a Sua Santíssima Virgem Mãe com alegria e em paz, e com a consciência tranquila, as pessoas subordinadas a esta Regra e que fazem a profissão segundo a Regra da imitação das dez virtudes evangélicas 325
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